Yoga é um conceito filosófico com origem na Índia que trabalha corpo e mente, através de asanas (posturas corporais), mudras (posturas de mãos), mantras (vocalização de sílabas ou poemas em sânscrito), pranayama (técnicas de respiração), kriyas (técnicas de purificação), bandhas (canalização de energia) e da meditação. O seu fundamento reside na teoria de que o ruído da mente impede que o nosso verdadeiro eu, aquele que não julga e está em harmonia com o todo, de se revelar. Assim, sendo é necessário algo que interrompa todo o processo mental permitindo alcançar assim um estado de união connosco e com o todo.

 

Quem perdeu a flexibilidade própria de juventude pode voltar a recuperá-la?

O yoga é mesmo aconselhado a idosos?

Conhece o seu corpo e as suas potencialidades?

O yoga é recomendado no combate contra a obesidade?

O vídeo que se segue apresenta uma prática com uma série de alguns asanas (posturas) e esclarece algumas dúvidas à volta desta ferramenta de ação e concentração.

 

Todo o processo de flexibilização, força e compressão das glândulas endócrinas e consequente ativação dos chakras (centros de energia psíquica), dos nossos órgãos internos, extensão muscular e estimulação do nosso sistema nervoso, proporciona um desbloqueio energético dos músculos e da coluna vertebral, influenciando de forma positiva todo o nosso sistema imunológico e fisiológico.

O ganho de consciência conquistado a cada aula acaba por ser transferido para o nosso dia-a-dia, influenciando as nossas perceções. O cultivo continuado deste auto-conhecimento durante a prática concorre também para níveis de consciência interna ainda mais elevados durante a meditação.

Existem diversas linhas de yoga pelo mundo - ashtanga vinyasa yoga,  hatha yoga, karma yoga, kriya yoga, raja yoga, tantra yoga, kundalini yoga, entre outras -, mas todas comungam do mesmo objectivo: atingir o samadhi, a iluminação da consciência.

Durante a prática, o aluno é aconselhado a prestar atenção à sua respiração, que deve estar em sintonia com o movimento executado e deve ser completa: na inspiração, o ar é sentido a entrar pelo nariz, enchendo depois a caixa torácica e, por fim, o abdómen, e na expiração, o sentido inverso, deixando sair todo o ar de dentro do corpo. Este foco permite-nos distanciarmo-nos e observar como funciona a nossa mente e as reações físicas às posturas.