O conceito por detrás desta técnica assenta no facto de acharmos certas formas de agir mais fáceis que outras dependendo do nosso tipo de personalidade.

Assim sendo, essas formas de pensar e agir podem ser agrupadas em 4 categorias dicotómicas:
. introvertido (I) e extrovertido (E);
· intuitivo (N) e sensitivo (S);
· racional (T) e emocional (F);
· julgamento (J) e percepção (P).
Da conjugação das 4 dicotomias de cada categoria podemos obter 16 tipos psicológicos.

Contudo esta ferramenta não mede aptidões, apenas dá indicação de preferências, o que não inviabiliza que seja um óptimo indicador numa auto-avaliação no sentido do auto-conhecimento do indivíduo e do aproveitamento e canalização das suas apetências em seu benefício e dos que o rodeiam.

O conhecimento das nossas forças e fraquezas ajuda-nos a tornarmo-nos mais eficientes, resilientes e mais seguros das nossas capacidades, o que nos devolve auto-estima e confiança, uma vez que ficamos cientes dos nossos talentos e dons, sabendo assim onde empregar a nossa energia e de que forma. 

Este modelo é indicador perfeito dos nossos padrões e formas de agir, o que se torna uma arma no combate ao que nos despoleta stress e tem um papel fundamental na tomada de decisão, pois saberemos como agem as pessoas de tipo igual ao nosso e qual o nosso comportamento preferencial.

Saber reconhecer o nosso e os demais tipos é uma habilidade essencial para nós enquanto indivíduos mas também em equipas e grupos, pois permite-nos ultrapassar obstáculos criados por mal-entendidos e saber ajustar a nossa comunicação ao interlocutor.
Não existem tipos psicológicos melhores que os outros, todos têm as suas forças e todos têm os seus desafios.