Todo este manancial de informação é também essencial na tomada de decisões, estudos apontam que quando algo interfere com as conexões emocionais, os indivíduos ficam incapazes de tomar decisões simples da forma mais frutuosa. O caso mais paradigmático que comprova esta teoria é o de Phineas Gage, este indivíduo viu o seu cérebro penetrado por uma barra de metal, num acidente com explosivos. Este não lhe causou a morte mas lesionou-lhe gravemente o lóbulo frontal, região do cérebro que rege a personalidade, as emoções e a interação social, transformando Gage numa pessoa completamente diferente à de antes do acidente. Tornou-se agressivo, agindo sem pensar nas consequências, pois deixou de ter o filtro emocional e empático.

A Inteligência Emocional é também útil no estabelecimento de limites, uma pessoa que se conhece e se respeita sente os seus alarmes internos ativados sempre que é alvo do comportamento impróprio de outra pessoa, ao confiarmos nestas sensações podemos estabelecer um limite de interação que proteja tanto a nossa saúde física como a mental.

O reconhecimento e capacidade de transmissão das nossas emoções aos outros, são de grande utilidade para uma comunicação ainda mais eficaz, uma vez que esta não se prende apenas aos aspectos verbais e auditivos - se soubermos utilizar e identificar expressões corporais, por exemplo, poderemos criar rapport com o outro.

Esta conexão para além das palavras é o que permite a verdadeira união com os demais, uma vez que as emoções são universais, podemos facilmente colocarmo-nos no lugar do outro e assim respeitá-lo e ser um elo positivo na engrenagem.