Este conceito da área da psicologia ganhou estrutura especialmente a partir de finais do séc. XX, fruto das grandes descobertas científicas, sobretudo na área das neurociências, precursoras de novas perspetivas acerca da inteligência humana.

O termo inteligência emocional aparece pela primeira vez em 1985 e vai buscar o seu fundamento à identificação dos tipos de inteligência intra e interpessoal, sendo que, Daniel Goleman, uma das maiores autoridades na área, a define como a "...capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos."

 

 

O que mede a nossa felicidade?

Como podemos potenciar as emoções positivas?

Pode o fracasso transformar-se em êxito?

O vídeo seguinte aborda a inteligência emocional apresentado experiências do dia-a-dia e as nossas reações a elas.

 Um indivíduo emocionalmente inteligente possui qualidades de relacionamento humano que lhe garantem maior hipótese de ser bem sucedido. Para tal, este deve possuir as seguintes cinco habilidades:

1.    Autoconhecimento emocional, o indivíduo reconhece as suas emoções e sentimentos no momento em que ocorrem e a forma como afectam os seus pensamentos e comportamento, tornando-se consciente dos seus pontos fortes e das suas fragilidades;

2.    Controlo emocional, saber lidar e gerir os sentimentos de uma forma saudável, adequando a sua aplicação e intensidade a cada situação;

3.    Auto-motivação, saber focalizar as suas emoções para um objectivo a cumprir, ter iniciativa;

4.    Reconhecimento de emoções nas outras pessoas, o que nos torna capazes de ser empáticos com os outros, de estarmos confortáveis em situações sociais e de perceber a dinâmica do poder dentro de um grupo ou organização;

5.    Habilidade em relacionamentos interpessoais, comunicar de uma forma clara, inspirar e influenciar terceiros e trabalhar bem em equipa.

As três primeiras habilidades são intrapessoais, essenciais ao autoconhecimento, já as últimas duas são interpessoais, revelando-se importantes em situações onde seja necessário desempenhar-se um papel de liderança e cooperação, em casos de mediação/prevenção de conflitos, quando se pretende canalizar os esforços de outros para uma pretensão de maior âmbito, sendo a empatia, a sensibilidade social, saber lidar com a pressão e emoções negativas, ligar-se ao outro utilizando comunicação não-verbal e utilizar o humor para lidar com desafios, ferramentas preciosas para o êxito deste tipo de relações.

As nossas emoções são o resultado de milhões de anos de evolução, como tal foram-se tornado num delicado e eficiente sistema interno de orientação que alicerça a nossa sobrevivência.

Em 1983, o psicólogo Howard Gardner liderando uma equipa de investigação de Harvard, introduziu a teoria de Inteligências Múltiplas, onde era afirmado que os testes de QI, normalmente utilizados para medir a inteligência, não eram suficientes para descrever a grande variedade de habilidades cognitivas humanas.

Assim sendo, a equipa identificou e descreveu sete tipos de inteligência nos seres humanos: lógico-matemática, linguística, musical, espacial, corporal-cinestésica, intrapessoal e interpessoal. Mais tarde foram introduzidos mais dois tipos, a pictográfica e naturalista.