Pais que se identificam com o seu papel e têm uma atitude altruísta em relação à parentalidade, sentem-se mais competentes e retiram maior prazer dessa função.

“Forças de caráter” podem ser entendidas, de uma forma geral, como competências e comportamentos que a pessoa sente como naturais e prazerosos e lhe permitem desempenhar o seu papel no seu melhor, nomeadamente na tarefa de educar os filhos.

Estudos têm demonstrado que pais que se focam nas suas forças de caráter e também nas dos seus filhos, exibem mais indicadores de bem-estar, satisfação com a vida, afeto positivo e menor stress (Waters & Son, 2017). A esta característica pode associar-se o sentido de autoeficácia, isto é, a perceção dos pais de que estão a contribuir para o desenvolvimento positivo dos seus filhos na sua construção de competências, talentos, caráter e qualidades positivas.

Pais que se focam nas potencialidades das suas crianças promovem também o seu bem-estar, compreendem melhor os seus comportamentos e respondem às suas necessidades, aumentando os seus sentimentos de competência e confiança e, consequentemente, o bem-estar familiar.