Atitude é essencial. Existem muitas técnicas, estratégias e práticas meditativas, mas o que faz realmente a diferença em termos de despertar espiritual é a seriedade e a sinceridade. Mais do que acrescentar mais um item à lista de tarefas diárias, o praticante deve escolher a prática meditativa a partir de um desejo de se ligar à sua capacidade inata para o amor, para a clareza e para a paz interior. 
 
Um dos aspectos práticos desta atitude, como já referimos, é a bondade que se orienta inicialmente ao próprio praticante. Deste modo, o diálogo interior deve ser auto-compassivo e auto-gentil. Esta postura interior constitui uma das bases do processo e sobre ela vão ser construidos pilares importantes para a prática. O meditante deve comprometer-se a ser gentil, compassivo e paciente consigo próprio. 
 
A partir desta postura de gentileza consigo próprio, o meditante deve incorporar a aceitação de tudo o que observar, abstendo-se de fazer qualquer tipo de julgamento permitindo que a experiência de cada momento se manifeste na plenitude, tal como é, tal como está.
 
Um dos erros mais comuns do meditante iniciante é ficar a questionar-se se está a fazer bem ou se está a fazer mal. Isso não existe. Bem e mal são apenas julgamentos, alheios à experiência propriamente dita. Esta experiência é o que é. É o que está. E é importante que seja aceite e acolhida para que ela própria se sinta confortável para se manifestar.
 
Por isso é tão importante garantir a sinceridade e a honestidade da intenção do praticante em estar desperto e de coração aberto à experiência da meditação. Estes são marcadores de um caminho que conduz à uma sensação de "regresso a casa", de auto-reconciliação e de regresso a casa.
 
A atitude de gentileza também pressupõe a disponibilidade de prestar atenção ao que chega em cada momento; pode ser uma sensação agradável ou desagradável, bem estar, paz interior, medo ou confusão. Todas as sensações serão acolhidas e a todas será prestada atenção, para que se manifestem na totalidade até que se desvaneçam.
 

Criando condições práticas

Teorias são importantes. Técnicas são importantes. Mas é preciso sentar-se e dedicar tempo á meditação para que ela produza os seus efeitos.

Tempo

A primeira coisa importante é definir (um) momento(s) do teu dia a dia mais propício à meditação, em que não sejas interrompido. A maioria das pessoas escolhe meditar de manhã, porque habitualmente é um periodo mais tranquilo. Outras decidem meditar à noite, depois das famílias se deitarem. O que é realmente importante é que seja estabelecida uma rotina realista e regular, em que te possas comprometer a meditar sem seres interrompido, durante um período de tempo variável em função da tua experiência. Produzem-se melhores resultados com a regularidade do que com longos períodos. Isto quer dizer que meditar 10 minutos todos os dias produzirá resultados mais efectivos do que meditar 60 minutos uma vez semana. A regularidade é essencial. Aconselhamos a que comeces por meditar 5 ou 10 minutos e que vás aumentando esse período gradualmente consoante a tua experiência.
 

Espaço

Sempre que possível, dedica um espaço fisico da tua casa à tua prática diária. Escolhe um local protegido, sosseado e confortável onde possas colocar a tua almofada (ou cadeira) de modo a que esteja sempre no mesmo local quando regressares. Embora não seja essencial criar um pequeno altar com uma vela, fotografias inspiradoras, estátuas, flores, pedras ou qualquer coisa que desperte o sentido de beleza e contemplação pode estimular a regularidade da prática.
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