urgenciaTodos estamos habituados a que o nosso pensamento nos leve para o passado e para o futuro. Muito dificilmente o nosso pensamento deposita a sua atenção naquilo que é o momento presente. Verdade?

Quando o pensamento vai ao passado, o que trás do passado são culpas. Nossas e dos outros; ressentimentos. Algumas vergonhas, se calhar.

E em relação ao futuro, o que nos trás são expectativas. E medo. Muito medo de não cumprir e de não alcançar as expectativas. Verdade?

Então enquanto o nosso pensamento badala, como um pêndulo, entre o passado e o futuro, a nossa vida passa e nós não damos conta. Mas se compreendermos, hoje ou amanhã o que tivemos medo ontem, está tudo bem.

Então, mas o que acontece, é que eu ontem quando estava com medo de hoje, eu não estava a viver o ontem. Não passo a maioria do meu tempo concentrado e com a atenção depositada naquilo que é aquele momento especifico. E o que acontece é que aquele processo cognitivo que eu falava à pouco, as decisões e as perceções e as crenças, acabam por tomar conta de nós e acabam por acontecer de forma completamente inconsciente. Nós comportamo-nos como máquinas governadas por um piloto automático. Ficamos à deriva.

Deixamo-nos ficar à deriva com tanta facilidade. Daí que seja  urgente compreender que precisamos de viver cada momento como ele é. Sem reagir negativamente a ele. Sem nos apegarmos a ele. Todos os momentos da nossa vida estão de passagem. Eu não sei se vou dar uma triste novidade a alguém, mas um dia todos nós vamos morrer; não há um de nós aqui que se vá safar. Isto é uma experiência provisória. Isto não é definitivo. Então, não depositar a atenção no momento presente faz tanto sentido como ir ao cinema e ficar a mandar mensagens no telemóvel ou a ver vídeos no Youtube. Não faz sentido, pois não? Daí a urgência da meditação. Para reeducar a mente a estar no presente.

Através da meditação nós conseguimos reeducar o nosso cérebro. A boa noticia é que o nosso cérebro é um conjunto de músculos e os músculos podem ser treinados e podem mudar o comportamento. Está cada vez mais explicado pelas ciências e pelas neurociências de que há um fenómeno chamado neuroplasticidade que tem a ver com processos de moldagem do cérebro em função daquilo que nós pensamos e daquilo que nós metemos lá dentro e isto dá-nos só a nós a responsabilidade de decidir o que nós queremos viver. 

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