integridadeSurgem por vezes correntes anti-comercialização dos serviços de formação em meditação, apelidano essa prática de "exploração".
 
A nossa proposta não é para que as pessoas paguem para meditar. É para que as pessoas paguem para aprender a meditar, contribuindo para a crescente profissionalização dos nossos serviços e para a crescente divulgação e sensibilização em que nos empenhamos para o tema.
 
Não se trata de uma mera exploração comercial. Trata-se antes de uma troca justa de valor por valor. Se não houvesse um sistema de trocas, que permitisse a justa retribuição pelo nosso trabalho, ficariamos rapidamente à mercê da bondade dos outros, ou muito provavelmente condenados à miséria. E nessa condição, pouca utilidade social teríamos; não poderiamos dispor sequer de amor próprio, quanto mais de o espalhar para os outros.
 
Esta estratégia permitiu que, durante este último ano, cerca de 400 pessoas estivessem presentes nos nossos eventos gratuitos. Mais de 800 inscreveram-se na nossa newsletter para saberem mais informações sobre o tema, porque lhe despertamos a atenção. Cerca de 1500 descarregaram o nosso ebook de meditação na nossa página. A esmagadora maioria, do distrito do Porto.
 
Acredito que estes números refletem o meu esforço em desmistificar a meditação e levar a todos esta fabulosa ferramenta de construção de liberdade e de desenvolvimento pessoal. É um esforço de sensibilização sem precedentes em Portugal que está a permitir a tantas pessoas despertar para a urgência da prática meditativa.
 
Mas quero mais. Quero muito mais! Quero disponibilizar estas ferramentas a todos os falantes da língua portuguesa. 600 milhões, espalhados por todo o mundo. Naturalmente que para benefício de tantos, terão que ser investidos recursos. Que terão que ser reunidos.
 
Sobre a questão do "ego espiritual", esse termo está na moda, mas poucos refletem verdadeiramente sobre o sentido da expressão. Aliás, tanto a palavra "ego", como a palavra "espiritual" são conceitos vagos e amplamente discutíveis, quer sob o ponto de vista da ciência psicológica, quer sob o ponto de vista filosófico. 
 
Garanto apenas que o ego é uma necessidade e uma grande ferramenta de sobrevivência social, assegurando que temos tudo o que de material precisamos para sobreviver e para colocar em prática o nosso propósito de vida. E esta capacidade de refletir e de agir em função do nosso propósito de vida, que quanto a mim só se pode consubstanciar em deixar o planeta algo melhor do que o encontramos, é a verdadeira espiritualidade.
 
É na terra que estamos. Precisamos depositar os pés firmemente sobre ela. Não adianta procurar no longínquo o que está aqui e agora e que tantas vezes não damos conta e que ignoramos de todo. Não há nada de sobrenatural que influencie a nossa experiência de vida. Talvez haja leis naturais que não explicamos e não compreendemos. Mas o caminho de descoberta faz-se sempre de dentro para fora, o que quer dizer, do conhecido para o desconhecido. E há muito para (re)conhecer aqui. Agora. Este é o momento de experienciar a vida. De a saborear. E de fazer com que valha a pena. Para mim e para os outros.
 
A minha proposta de meditação não é nada de mistico nem de religioso. Não se trata de encontrar justificações fora desta vida, fora deste momento, fora deste contexto. Trata-se de encontrar as respostas já. No que existe. No que é palpável. Objectivo. Concreto. Ciêntifico. Comprovável. Com efeitos imediatos sobre a nossa vida e sobre a forma como a construimos e como a vivemos. E que não pode ser ignorado. A ignorância é um dos maiores venenos da mente humana. 
 
Emanuel Almeida
CEO da metta.pt