O ódio não pode ser vencido pelo ódio; o ódio apenas e somente poderá ser vencido pelo amor. Lamentavelmente, o homem moderno, ávido em buscar fontes de energia, ignora e despreza a potência do amor, de que humanidade tanto precisa e que faria renascer a vontade de partilhar e o sentimento de compaixão, que por sua vez nasce quando queremos que os outros seres estejam livres do sofrimento. Assim, quando a metta estiver enraizada nos nossos corações, estaremos mais disponíveis para ajudar os outros e encontraremos meios e sabedoria para o fazer.

 

Em cada coração existe uma fonte inesgotável de amor verdadeiro. As mais recentes investigações da psicologia e da programação neurolinguística comprovam que existe bondade em todos nós e que a nossa intenção tem sempre um instinto primariamente positivo.

 

A razão pela qual não conseguimos muitas vezes aceder a essa fonte de amor é que ele se encontra bloqueado por várias camadas de ressentimentos, feridas passadas, vergonhas, culpas e medos. Por outro lado, tentamos muitas vezes encontrar o amor fora de nós, o que é de todo impossível; o amor só pode ser encontrado olhando primariamente para dentro.

 

A prática de metta, que implica uns 15 minutos diários, ajudará a desenvolver um hábito de pensamentos positivos e camada a camada vão-se removendo os bloqueios que nos impedem de aceder a esta fonte inesgotável de amor genuíno, puro e incondicional. A repetição criará novos hábitos que anularão os processos antigos. É preciso estar atento aos padrões da mente para os poder compreender e então recriar e reinventar. Aqui entra a prática de mindfulness, atenção e consciência plena dos processos internos. Um desejo forte é normalmente uma causa de sofrimento; onde existe desejo, existe apego que se transforma em ira, ódio e ressentimento. O apego, a aversão e a ignorância são as verdadeiras e principais causas do sofrimento e ter consciência destes processos, tantas vezes inconscientes é manter a porta aberta para a felicidade, que implica liberdade; esta só acontece verdadeiramente quando a mente se livra do desejo, da ilusão e do ódio.