A prática meditativa não é como uma droga que nos conduz imediatamente a um estado de bem estar. Por vezes, durante a prática, podemos não nos sentir propriamente calmos e pacíficos e temos que lidar com estados dolorosos profundos que surgem do nosso inconsciente e que nos demonstram sentimentos de dor, desconforto, raiva, preocupações, desejos reprimidos, etc.. Isso é normal e até podemos dizer que benéfico. 

O nosso “piloto automático” impede-nos muitas vezes de observar as sensações tal como são, porque nos perdemos em pensamentos que elas nos despertam, isto é, ficamos a observar, a comentar, a julgar as consequências e os sintomas e as causas acabam por passar despercebidas. Para ultrapassar este desafio que ocorre durante a prática meditativa, podemos colocar uma espécie de etiqueta nas nossas observações, pensando numa palavra que descreva sumariamente a experiência daquele momento e utilizá-la quase como se fosse um mantra, até que surja uma nova sensação. Por exemplo se nos está a sentir alguma dor física podemos dizer “dor, dor”. Se nos está a chegar algum sentimento de raiva dizemos “raiva, raiva”. Com isto focamos a atenção na sensação de cada momento, sem nos apegarmos a ela, ficando sempre atentos à próxima sensação que surgir. 
Não se pode ignorar a semelhança entre as palavras “meditação” e “medicação”. Podemos apontar a medicação como uma via de cura para os males do corpo e a meditação para a cura dos males da mente.
 
A meditação não é apenas utilizada para criar um estado de paz, de prazer e de felicidade temporária, mas para promover uma mudança efetiva na mente, resgatando-a de um estado não natural, condicionado pelas preocupações, pelo stress, pela ilusão e desilusão, culpas, medos, ansiedades e tantos outros processos mentais que se acumulam - muitas vezes simultaneamente - impedindo-nos de aceder a um estado natural de calma, de paz, de tranquilidade e de felicidade, no qual a solução para os problemas e desafios e problemas do quotidiano surgem e naturalmente.
A palavra meditação pode assumir significados diferentes para pessoas diferentes.
 
Para algumas pessoas significa acalmar a mente, para outros significa um período de tempo fora da realidade quotidiana, para outros significa entrar num estado mental mágico, dando largas ao imaginário. Para nós significa de tudo isso e um pouco mais. Um estado de relaxamento profundo em que a mente se concentra e se foca com a consciência plena de tudo o que passa na nossa mente e à nossa volta, aguçando a percepção.
 
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A palavra metta significa amor bondade ou amor compassivo e refere-se ao desejo de que todos os seres sejam felizes, um amor universal, ilimitado, que transcenda todo o tipo de barreiras.
 
A prática regular da meditação metta, ou amor-bondade é um instrumento de cura, ajudando a reduzir a impulsividade, a raiva, o ódio e os rancores e promovendo virtudes como a compaixão, alegria, altruismo e equanimidade. Também ajuda a promover paciência, tolerância, gratidão e acima de tudo o perdão. O perdão é um factor de suma importância na libertação de bloqueios emocionais, tais como os rancores e os remorços. Dedique algum tempo a conhecer a meditação metta.

A meditação é um estado de atenção. A prática formal da meditação é o treino da mente para ficar atenta e desperta, livre de condicionamentos do pensamento automático. Deste modo podemos ver a realidade tal como ela é. O processo e o fruto da meditação pode ser designado por “estado de presença”, “atenção plena”, “presença aberta” ou “mindfulness”. São muitas palavras para algo tão simples. Estar presente é estar claramente consciente do que está a acontecer aqui e agora, abertos a toda a experiência do momento.
 
Existem muitas ferramentas e técnicas que nos permitem aprofundar este estado de presença, mas antes delas é preciso desenvolver uma certa atitude curiosa e benevolente. Então, os primeiros passos para a meditação são cultivar a bondade no nosso coração e permanecer alerta para todos os fenómenos do momento, muitas vezes muito subtis. Fica estabelecida uma ponte para a imensa sabedoria natural que nos conduz à consciência de que somos feitos de amor. Puro e genuíno. Somos metta.

Atitude é essencial. Existem muitas técnicas, estratégias e práticas meditativas, mas o que faz realmente a diferença em termos de despertar espiritual é a seriedade e a sinceridade. Mais do que acrescentar mais um item à lista de tarefas diárias, o praticante deve escolher a prática meditativa a partir de um desejo de se ligar à sua capacidade inata para o amor, para a clareza e para a paz interior. 
 
Um dos aspectos práticos desta atitude, como já referimos, é a bondade que se orienta inicialmente ao próprio praticante. Deste modo, o diálogo interior deve ser auto-compassivo e auto-gentil. Esta postura interior constitui uma das bases do processo e sobre ela vão ser construidos pilares importantes para a prática. O meditante deve comprometer-se a ser gentil, compassivo e paciente consigo próprio. 

A prática de metta é um antidoto para a impulsividade, para a ira, para a raiva, para a cólera e para o egoismo. Desenvolvendo desejos bondosos em relação a todas as pessoas que encontramos no nosso dia-a-dia, podemos obter resultados positivos em muitos aspectos, tais como a redução da ansiedade, a melhoria das relações, a evolução da carreira profissional e vários problemas de saúde.

 

Estes benefícios explicam-se de forma fácil; os pensamentos e sentimentos ocorridos na nossa mente e no nosso coração criam vibrações; vibrações positivas atraem energias positivas potenciando bons comportamentos e gerando melhores resultados.

 

Nas próprias palavras de Buda, ao praticar metta “você dorme bem, acorda feliz, não tem pesadelos, aumentará a proximidade com outros seres humanos, ganhará a associação com seres superiores e celestiais e a proteção das divindades, não ferirá com fogo, poção ou armas, a sua mente concentrar-se-á rapidamente, as suas feições faciais são calmas, e morrerá tranquilamente e em paz”.

 

O termo metta tem origem na língua pali, a lingua mais próxima da falada por Buda e significa amor-bondade ou amor compassivo.

 

Este termo é utilizado para descrever a primeira das quatro qualidades imensuráveis propostas pelo budismo e constitui uma prática específica instituida desde os seus primórdios, pelo discurso de Buda entitulado “Metta Bhavana Sutta” e que tem por objetivo desenvolver nos praticantes sentimendos de amor, bondade e compaixão. Apesar de nascida no budismo, a metta é hoje amplamente praticada em todo o mundo por pessoas de todas as orientações religiosas, incluindo aqueles que não estão vinculados a nenhuma fé.

O ódio não pode ser vencido pelo ódio; o ódio apenas e somente poderá ser vencido pelo amor. Lamentavelmente, o homem moderno, ávido em buscar fontes de energia, ignora e despreza a potência do amor, de que humanidade tanto precisa e que faria renascer a vontade de partilhar e o sentimento de compaixão, que por sua vez nasce quando queremos que os outros seres estejam livres do sofrimento. Assim, quando a metta estiver enraizada nos nossos corações, estaremos mais disponíveis para ajudar os outros e encontraremos meios e sabedoria para o fazer.

Como é fazer as suas tarefas diárias em modo mindful?

No vídeo seguinte fala-se sobre o papel da meditação e da tomada de consciência na prática de mindfulness, bem como dos benefícios físicos e mentais que esta ferramenta oferece.

Como podemos treinar a nossa atenção?

O vídeo seguinte fala-nos sobre alguns conceitos essenciais para a prática de mindfulness e apresenta um testemunho real de uma praticante.

Conhece o mindfulness?

Que benefícios pode trazer esta prática para o nosso dia-a-dia?

Será que somos capazes de perceber como funciona a realidade e com isso tornarmo-nos mais conscientes e realizados?

Como funciona o mindfulness?

Que vantagens advêm da "mente de principiante"?

A perda de pureza que vai acontecendo ao longo do nosso crescimento leva a que percamos muita da essência da vida e condiciona a nossa tomada de decisões. Essa frescura pode ser recuperada através de uma focalização permanente da nossa atenção no momento presente. O vídeo seguinte apresenta o mindfulness e a forma como esta ferramenta é essencial para a alteração da nossa visão do mundo.

 

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