A prática meditativa não é como uma droga que nos conduz imediatamente a um estado de bem estar. Por vezes, durante a prática, podemos não nos sentir propriamente calmos e pacíficos e temos que lidar com estados dolorosos profundos que surgem do nosso inconsciente e que nos demonstram sentimentos de dor, desconforto, raiva, preocupações, desejos reprimidos, etc.. Isso é normal e até podemos dizer que benéfico. 

O nosso “piloto automático” impede-nos muitas vezes de observar as sensações tal como são, porque nos perdemos em pensamentos que elas nos despertam, isto é, ficamos a observar, a comentar, a julgar as consequências e os sintomas e as causas acabam por passar despercebidas. Para ultrapassar este desafio que ocorre durante a prática meditativa, podemos colocar uma espécie de etiqueta nas nossas observações, pensando numa palavra que descreva sumariamente a experiência daquele momento e utilizá-la quase como se fosse um mantra, até que surja uma nova sensação. Por exemplo se nos está a sentir alguma dor física podemos dizer “dor, dor”. Se nos está a chegar algum sentimento de raiva dizemos “raiva, raiva”. Com isto focamos a atenção na sensação de cada momento, sem nos apegarmos a ela, ficando sempre atentos à próxima sensação que surgir. 

Neste vídeo, extraído da gravação da palestra proferida por Emanuel Almeida durante a aula livre "Meditação no Parque" da Lavandeira, em Gaia, podemos encontrar informações importantes para descobrir como mudar o nosso mundo e a nossa vida, através da meditação. 

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20 dicas para cultivar a meditação

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20 dicas práticas de Jon Kabat-Zinn - fundador do sistema MBSR (mindfulness-based stress reduction) - para começar ou aprofundar uma prática pessoal de meditação. São ensinamentos muito fáceis de aplicar, mas verdadeiramente transformadores para si. Indispensáveis em qualquer processo de desenvolvimento pessoal.
A nossa proposta não é para que as pessoas paguem para meditar. É para que as pessoas paguem para aprender a meditar, contribuindo para a crescente profissionalização dos nossos serviços e para a crescente divulgação e sensibilização em que nos empenhamos para o tema.
 
Não se trata de uma mera exploração comercial. Trata-se antes de uma troca justa de valor por valor. Se não houvesse um sistema de trocas, que permitisse a justa retribuição pelo nosso trabalho, ficariamos rapidamente à mercê da bondade dos outros, ou muito provavelmente condenados à miséria. E nessa condição, pouca utilidade social teríamos; não poderiamos dispor sequer de amor próprio, quanto mais de o espalhar para os outros.
 
Esta estratégia permitiu que, durante este último ano, cerca de 400 pessoas estivessem presentes nos nossos eventos gratuitos. Mais de 800 inscreveram-se na nossa newsletter para saberem mais informações sobre o tema, porque lhe despertamos a atenção. Cerca de 1500 descarregaram o nosso ebook de meditação na nossa página. A esmagadora maioria, do distrito do Porto.
 
Acredito que estes números refletem o meu esforço em desmistificar a meditação e levar a todos esta fabulosa ferramenta de construção de liberdade e de desenvolvimento pessoal. É um esforço de sensibilização sem precedentes em Portugal que está a permitir a tantas pessoas despertar para a urgência da prática meditativa.
 
Mas quero mais. Quero muito mais! Quero disponibilizar estas ferramentas a todos os falantes da língua portuguesa. 600 milhões, espalhados por todo o mundo. Naturalmente que para benefício de tantos, terão que ser investidos recursos. Que terão que ser reunidos.
 
Sobre a questão do "ego espiritual", esse termo está na moda, mas poucos refletem verdadeiramente sobre o sentido da expressão. Aliás, tanto a palavra "ego", como a palavra "espiritual" são conceitos vagos e amplamente discutíveis, quer sob o ponto de vista da ciência psicológica, quer sob o ponto de vista filosófico. 
 
Garanto apenas que o ego é uma necessidade e uma grande ferramenta de sobrevivência social, assegurando que temos tudo o que de material precisamos para sobreviver e para colocar em prática o nosso propósito de vida. E esta capacidade de refletir e de agir em função do nosso propósito de vida, que quanto a mim só se pode consubstanciar em deixar o planeta algo melhor do que o encontramos, é a verdadeira espiritualidade.
 
É na terra que estamos. Precisamos depositar os pés firmemente sobre ela. Não adianta procurar no longínquo o que está aqui e agora e que tantas vezes não damos conta e que ignoramos de todo. Não há nada de sobrenatural que influencie a nossa experiência de vida. Talvez haja leis naturais que não explicamos e não compreendemos. Mas o caminho de descoberta faz-se sempre de dentro para fora, o que quer dizer, do conhecido para o desconhecido. E há muito para (re)conhecer aqui. Agora. Este é o momento de experienciar a vida. De a saborear. E de fazer com que valha a pena. Para mim e para os outros.
 
A minha proposta de meditação não é nada de mistico nem de religioso. Não se trata de encontrar justificações fora desta vida, fora deste momento, fora deste contexto. Trata-se de encontrar as respostas já. No que existe. No que é palpável. Objectivo. Concreto. Ciêntifico. Comprovável. Com efeitos imediatos sobre a nossa vida e sobre a forma como a construimos e como a vivemos. E que não pode ser ignorado. A ignorância é um dos maiores venenos da mente humana. 
 
Emanuel Almeida
CEO da metta.pt
Não se pode ignorar a semelhança entre as palavras “meditação” e “medicação”. Podemos apontar a medicação como uma via de cura para os males do corpo e a meditação para a cura dos males da mente.
 
A meditação não é apenas utilizada para criar um estado de paz, de prazer e de felicidade temporária, mas para promover uma mudança efetiva na mente, resgatando-a de um estado não natural, condicionado pelas preocupações, pelo stress, pela ilusão e desilusão, culpas, medos, ansiedades e tantos outros processos mentais que se acumulam - muitas vezes simultaneamente - impedindo-nos de aceder a um estado natural de calma, de paz, de tranquilidade e de felicidade, no qual a solução para os problemas e desafios e problemas do quotidiano surgem e naturalmente.
A palavra meditação pode assumir significados diferentes para pessoas diferentes.
 
Para algumas pessoas significa acalmar a mente, para outros significa um período de tempo fora da realidade quotidiana, para outros significa entrar num estado mental mágico, dando largas ao imaginário. Para nós significa de tudo isso e um pouco mais. Um estado de relaxamento profundo em que a mente se concentra e se foca com a consciência plena de tudo o que passa na nossa mente e à nossa volta, aguçando a percepção.
 
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A palavra metta significa amor bondade ou amor compassivo e refere-se ao desejo de que todos os seres sejam felizes, um amor universal, ilimitado, que transcenda todo o tipo de barreiras.
 
A prática regular da meditação metta, ou amor-bondade é um instrumento de cura, ajudando a reduzir a impulsividade, a raiva, o ódio e os rancores e promovendo virtudes como a compaixão, alegria, altruismo e equanimidade. Também ajuda a promover paciência, tolerância, gratidão e acima de tudo o perdão. O perdão é um factor de suma importância na libertação de bloqueios emocionais, tais como os rancores e os remorços. Dedique algum tempo a conhecer a meditação metta.

A meditação é um estado de atenção. A prática formal da meditação é o treino da mente para ficar atenta e desperta, livre de condicionamentos do pensamento automático. Deste modo podemos ver a realidade tal como ela é. O processo e o fruto da meditação pode ser designado por “estado de presença”, “atenção plena”, “presença aberta” ou “mindfulness”. São muitas palavras para algo tão simples. Estar presente é estar claramente consciente do que está a acontecer aqui e agora, abertos a toda a experiência do momento.
 
Existem muitas ferramentas e técnicas que nos permitem aprofundar este estado de presença, mas antes delas é preciso desenvolver uma certa atitude curiosa e benevolente. Então, os primeiros passos para a meditação são cultivar a bondade no nosso coração e permanecer alerta para todos os fenómenos do momento, muitas vezes muito subtis. Fica estabelecida uma ponte para a imensa sabedoria natural que nos conduz à consciência de que somos feitos de amor. Puro e genuíno. Somos metta.

Atitude é essencial. Existem muitas técnicas, estratégias e práticas meditativas, mas o que faz realmente a diferença em termos de despertar espiritual é a seriedade e a sinceridade. Mais do que acrescentar mais um item à lista de tarefas diárias, o praticante deve escolher a prática meditativa a partir de um desejo de se ligar à sua capacidade inata para o amor, para a clareza e para a paz interior. 
 
Um dos aspectos práticos desta atitude, como já referimos, é a bondade que se orienta inicialmente ao próprio praticante. Deste modo, o diálogo interior deve ser auto-compassivo e auto-gentil. Esta postura interior constitui uma das bases do processo e sobre ela vão ser construidos pilares importantes para a prática. O meditante deve comprometer-se a ser gentil, compassivo e paciente consigo próprio. 

A prática de metta é um antidoto para a impulsividade, para a ira, para a raiva, para a cólera e para o egoismo. Desenvolvendo desejos bondosos em relação a todas as pessoas que encontramos no nosso dia-a-dia, podemos obter resultados positivos em muitos aspectos, tais como a redução da ansiedade, a melhoria das relações, a evolução da carreira profissional e vários problemas de saúde.

 

Estes benefícios explicam-se de forma fácil; os pensamentos e sentimentos ocorridos na nossa mente e no nosso coração criam vibrações; vibrações positivas atraem energias positivas potenciando bons comportamentos e gerando melhores resultados.

 

Nas próprias palavras de Buda, ao praticar metta “você dorme bem, acorda feliz, não tem pesadelos, aumentará a proximidade com outros seres humanos, ganhará a associação com seres superiores e celestiais e a proteção das divindades, não ferirá com fogo, poção ou armas, a sua mente concentrar-se-á rapidamente, as suas feições faciais são calmas, e morrerá tranquilamente e em paz”.

 

O termo metta tem origem na língua pali, a lingua mais próxima da falada por Buda e significa amor-bondade ou amor compassivo.

 

Este termo é utilizado para descrever a primeira das quatro qualidades imensuráveis propostas pelo budismo e constitui uma prática específica instituida desde os seus primórdios, pelo discurso de Buda entitulado “Metta Bhavana Sutta” e que tem por objetivo desenvolver nos praticantes sentimendos de amor, bondade e compaixão. Apesar de nascida no budismo, a metta é hoje amplamente praticada em todo o mundo por pessoas de todas as orientações religiosas, incluindo aqueles que não estão vinculados a nenhuma fé.

O ódio não pode ser vencido pelo ódio; o ódio apenas e somente poderá ser vencido pelo amor. Lamentavelmente, o homem moderno, ávido em buscar fontes de energia, ignora e despreza a potência do amor, de que humanidade tanto precisa e que faria renascer a vontade de partilhar e o sentimento de compaixão, que por sua vez nasce quando queremos que os outros seres estejam livres do sofrimento. Assim, quando a metta estiver enraizada nos nossos corações, estaremos mais disponíveis para ajudar os outros e encontraremos meios e sabedoria para o fazer.

Como é fazer as suas tarefas diárias em modo mindful?

No vídeo seguinte fala-se sobre o papel da meditação e da tomada de consciência na prática de mindfulness, bem como dos benefícios físicos e mentais que esta ferramenta oferece.

Como podemos treinar a nossa atenção?

O vídeo seguinte fala-nos sobre alguns conceitos essenciais para a prática de mindfulness e apresenta um testemunho real de uma praticante.

Conhece o mindfulness?

Que benefícios pode trazer esta prática para o nosso dia-a-dia?

Será que somos capazes de perceber como funciona a realidade e com isso tornarmo-nos mais conscientes e realizados?

Como funciona o mindfulness?

Que vantagens advêm da "mente de principiante"?

A perda de pureza que vai acontecendo ao longo do nosso crescimento leva a que percamos muita da essência da vida e condiciona a nossa tomada de decisões. Essa frescura pode ser recuperada através de uma focalização permanente da nossa atenção no momento presente. O vídeo seguinte apresenta o mindfulness e a forma como esta ferramenta é essencial para a alteração da nossa visão do mundo.

 

Para fazer o download desta meditação em formato mp3, por favor clique aqui!

 

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