Se fores capaz de ver com clareza a tua situação actual – qualquer que ela seja – ela dependeu grandemente das tuas decisões do passado. Sim, eu sei que houve pessoas que se portaram mal contigo (e ainda há), que algumas coisas não te correram bem, que nasceste numa família complicada, que tiveste pouca sorte.

Assume, porém, que o que foi realmente decisivo foram as tuas escolhas: as tuas reações ao que te aconteceu têm muito mais influencia na construção da tua realidade do que “o que te aconteceu”. Não importa o que a vida de te deu. És o fruto do que fizeste com o que a vida te deu.

Há, e sempre haverá, uma série de circunstâncias que não poderemos controlar. Mas vale a pena depositar a nossa atenção sobre o que podemos controlar. Não podemos controlar o local e a família onde nascemos e as pessoas com as quais convivemos, mas podemos controlar a nossa reação a estes fatores externos.

Assumir a responsabilidade pelas tuas escolhas não faz de ti culpado. Eu sei que foste decidindo o melhor que podias, com o melhor que sabias e com as melhores expectativas. Liberta-te imediatamente dessa história da culpa. Serias culpado se tivesses tomado as decisões consciente de que elas não seriam as melhores; e isso nunca acontece. Fazemos sempre o melhor que podemos e que sabemos; e sempre por aquilo que nos parecem as melhores razões. Para já não falar que muitas vezes limitamo-nos a reagir emocionalmente às situações e tomamos decisões impulsivas, que depois nos vemos obrigados a justificar e a viver com as consequências delas.

Ao invés de assumir a culpa (ou procurar culpados) pelas escolhas do passado, poderás assumir a responsabilidade pelas decisões em relação ao futuro. E isso é libertador. A culpa encerra-se sob si própria e deixa-te preso ao que já não se pode mudar. A responsabilidade abre-te um imenso leque de opções para o caminho que ainda temos para percorrer. Com esta simples atitude deixarás de ser vítima das circunstâncias e passarás a ser líder da tua própria vida; e é isso – sempre será isso – que determinará a qualidade da tua vida daqui para a frente.

As nossas decisões (às vezes decidimos não as tomar) são sempre fruto das nossas perceções, que são muito influenciadas pelas crenças, quase sempre mais limitadoras do que potenciadoras.

Habituamo-nos a acreditar em determinadas coisas a nosso respeito e a respeito do mundo que deixamos de questionar. Incorporarmos estas crenças com base nos nossos processos de aprendizagem, com o que vamos ouvindo, com o que vamos aprendendo e com as conclusões que nós próprios vamos tirando das nossas vivências e experiências.

Agimos como se elas fossem verdades incontornáveis e com isto condicionamos muito a nossa visão da realidade: a nossa percepção.

As crenças limitantes em relação a ti mesmo(a) são do tipo: “não tenho tempo”, “exige muito esforço”, “não tenho força de vontade suficiente”, “não mereço”, tudo o que é realmente bom já pertence a alguém”, “tenho medo da rejeição”, “não tenho recursos suficientes para ser bem sucedido”, “nunca conseguirei fazer isso”, “não tenho competências suficientes”, “não tenho talento suficiente”, “não tenho sorte”, “não sou bom a gerir dinheiro”, “nunca vou ter dinheiro suficiente”, “não consigo controlar as emoções” entre outros blá-blá-blás e mi-mi-mis.

Em relação ao mundo dizemos muitas vezes que “já não há gente honesta”, o “dinheiro corrompe as pessoas” que “ganhar dinheiro é dificil”, “a vida é dificil”, “é impossível ser feliz”, etc.

Estas crenças são inconscientes e tendem dramaticamente a confirmarem-se. Por isso é tão importante pô-las em causa, detetar e remover as que mais te afetam. Elas estão a condicionar permanentemente a tua vida. E quase nunca da melhor maneira.

Ter crenças saudáveis é muito importante, porque elas funcionam a um nível inconsciente e acabam por ser um dos principais fatores que te levam a más escolhas ou a escolhas impulsivas. E isso afeta demasiado a tua vida para ser ignorado.

Num outro nível mais profundo estão os teus valores e os teus interesses. Estes são apenas teus. Não são melhores nem piores do que os de ninguém. Mas são muito (mesmo muito) importantes, porque é com base nestes teus valores e nestes interesses que vais conseguir compreender qual o propósito e qual a missão da tua vida. Fundamental para conseguires encontrar um rumo firme, consistente e satisfatório para ti mesmo

Num nível ainda mais profundo, estão os teus desejos. Esses “malvados” desejos. Ou os sonhos, que são no fundo desejos reprimidos, em busca de uma forma de se manifestarem e de alcançarem a concretização.

Convém que não te fiques pelo superficial. Não tens apenas desejos carnais (e se calhar esses não seriam tão reprováveis como nos venderam). Tens desejo de prazer. Tens desejo de ausência de dor. Tens desejos de conforto e de segurança. Tens desejos de relacionamentos e de integração social. De intimidade. Tens desejos de aventura, de confiança, de conquista, de reconhecimento, de respeito dos outros e pelos outros. Tens também desejos de moralidade, de criatividade, de espontaneidade, de solução de problemas e de aceitação dos factos que compõe a vida. Tens desejo de saber quem és e porventura desafiar quem podes ser.

Estes desejos são muitas vezes inconscientes. Ainda mais vezes são reprimidos. E ficam muitas vezes em tensão, manifestando-se sob a forma de impulso não compreendido ou empacotados naquilo que chamamos de “sonhos”. Assumir os teus sonhos é assumir os teus desejos. Que são teus e são legítimos. Não precisas de os explicar ou sequer de os compreender. São parte muito profunda do teu ser. Este exercício de os assumir é imprescindível para que te aceites e para que te completes. Nunca será possível encontrares a plenitude sem teres conquistado a satisfação ou a ressignificação dos teus desejos. Continuar a renegá-los vai fazer com que eles fiquem cada vez mais estranhos, perversos e até aberrantes. Se pensares bem, isso justifica muitos comportamentos “radicais” que vemos nos dias de hoje.

Uma das maiores mentiras que as principais religiões nos contaram ao longo de séculos – e que marca profundamente o nosso inconsciente coletivo - é que os nossos desejos são ilegítimos e que para obter a salvação terás que os renegar; se não o fizeres arderás no inferno. Isso é um disparate, mas não é inocente. Por um lado, essa atitude vai garantir que te sentirás envergonhado ou até culpado pelos teus desejos. – a culpa, a vergonha e o medo são as maiores ferramentas de manipulação; e são muito fáceis de usar. Por outro lado, quando assumires e satisfazeres os teus desejos, vais cessar aquela sensação de insatisfação permanente que sentes desde sempre. É por causa dessa sensação que nos ligamos à religião. Estamos apenas à procura de descobrir quem somos e como nos libertamos desse desconforto causado por essa sensação de incompletude. E quando isso acontecer, não vais precisar de religiões para nada. Vais compreender que não passam de uma gigantesca farsa de proporções épicas. Todas elas. Incluindo muitas das teorias new age que aparecem todos os dias.

As religiões promovem a renegação da individualidade para a ligação ao divino. Mas essa individualidade é, em si mesma, a manifestação do divino que há em ti.  O caminho é para perto; é para dentro.

Que pena que continuemos a procurar no longínquo aquilo que afinal está tão perto. Sem dar conta é assim mesmo que acabamos por nos perder.

Já estamos num nível bastante inconsciente. Mas ainda teremos que ir um pouco mais fundo.

O nível que se segue é o das necessidades da tua personalidade: segurança e certeza, ligação e afecto, reconhecimento/relevância e variedade.

Segundo Carl Jung a nossa psique tem 4 funções especificas: a função emocional, a mental, a intuitiva e a sensitiva.

A forma como ordenamos estas funções é diferente de pessoa para pessoa e isso produz vários tipos de personalidade diferentes. Se conjugarmos isso com o facto de alguns de nós sermos mais introvertidos e outros mais extrovertidos, vamos ter 16 tipos diferentes.

Cada tipo de personalidade tem necessidades específicas. E é normal. Conhecer o teu tipo de personalidade é importante para que saibas quais são as necessidades mais dominantes em ti e isso vai ser útil para compreenderes melhor algumas das tuas reações e emoções e também te dará pistas para promoveres a tua satisfação com a vida.

Chegamos então ao mais básico e elementar desejo secreto de todos os seres humanos. É por ele que fazemos quase tudo o que fazemos, embora tenhamos mil e uma maneiras de o manifestar. O desejo de ser amado. A necessidade de ser aceite.

Essa necessidade terá um fundamento muito primitivo: biologicamente não estamos assim tão longe do tempo em que vivíamos nas cavernas e que dependíamos da proteção do nosso grupo.

A questão é qual é o nosso grupo? Será certamente um grupo de pessoas parecidas connosco. Mas quem somos? Como nos definimos?

Esta pirâmide que desenvolvi após muitos anos de investigação e de reflexão resume a resposta a essa pergunta: quem és tu?

És a tua realidade e a tua história, criada pelos teus atos, após as tuas decisões que foram influenciadas pelas tuas leituras, conscientes ou inconscientes, de determinadas circunstâncias que sucederam ao longo da tua vida. Essas leituras foram influenciadas pelas crenças que criaste e que alimentaste. Algumas herdaste da cultura onde nasceste e cresceste; outras criaste como interpretação e como reação (defensiva) às experiências e às interações que foste vivendo e ultrapassando. Outras serão influenciadas pelos conhecimentos que adquiriste. És também os teus valores, os teus interesses, as tuas competências. És os teus desejos, que nascem de características biomecânicas e neurológicas que caracterizam a tua psique, a tua personalidade. És um ser com uma enorme necessidade de ser aceite e amado e isso fará de ti capaz de amar. És essencialmente amor. No estado mais puro que existe. Manifestado (demasiadas vezes) pela forma de potencial. Potencial de amor.

No momento em que compreendes todas as camadas que compõe o teu ser e a forma como elas de interrelacionam estarás liberto da escravatura pela qual te identificaste ao longo de toda a tua vida: a escravatura da comparação.

Não sabendo quem és, procuras definir-te pela comparação com os outros. Tens isto que aquele não tem; fazes isto que aquele não faz. És melhor do que aquele a fazer isto, pior do que o outro a fazer aquilo.

Faz lembrar um cego que caminha às apalpadelas e vai descobrindo os seus limites pela descoberta dos limites dos outros.

É este processo que nos anula. E que anula o nosso potencial humano. Procuramos algo que nos identifique nos limites externos. E estamos tão desesperados em encontrar estas respostas que nos esquecemos de olhar para dentro. Em nome disso e em busca da aceitação do outro, fazemos tantas coisas que não queremos, caminhamos tantas vezes para onde não desejamos; perseguindo o outro com os quais nos queremos identificar. Quando o outro nos abandona ou não nos aceita ou quando simplesmente não somos capazes de os acompanhar – e isso vai inevitavelmente acabar por acontecer na maioria das vezes – somos obrigados a acordar; e tantas vezes acordamos longe de nós próprios e de todo o território que não conhecemos. Tudo é estranho. Tudo parece hostil.

Estamos perdidos. De nós mesmos.

Com sorte, mergulhamos então numa profunda tristeza e desorientação. Conhecida nos dias modernos como “depressão”. O mais normal é fingir que está tudo bem e viver ao sabor do vento – que é como quem diz ao sabor das circunstâncias – e vivemos vidas ocas, vazias, sem propósito e sem sentido.

Acredita que a depressão é o melhor que te pode acontecer. Porque ela te fará despertar para a vacuidade da vida que estás a construir.

Vai doer. Eu sei. Oh, se eu sei.

Vais sentir a rejeição. O abandono. A desilusão. A frustração. A ilusão de que o caminho terminou, de que estás num beco sem saída. Vais sentir-te vítima do sistema. Procurar culpados.

Com sorte encontrarás estas palavras e vais lê-las até as absorveres por completo. Espremer todo o sumo que elas contêm. Com menos sorte, vais substituir a ilusão em que viveste por outra ilusão qualquer.

Mas o caminho da libertação é para dentro. É mergulhar dentro de ti. Desconstruir camada por camada quem és. Quem realmente és. Vais ficar cada vez mais imune ao ruido exterior. Às ilusões de um mundo frenético que corre cada vez mais rápido para a sua própria destruição.

É esse olhar para dentro que te proponho. Sem te apegares ao que pensas que és. Sem teres medo do que podes descobrir dentro de ti. Isso requer paciência. Ausência de julgamento. Não há nada de mau. Tudo é bom. Quando mais não seja para te desafiar a descobrir novos caminhos, novas oportunidades. A construir mais resiliência, mais clarividência, mais sabedoria.

Isto é descomplicar. Começa por desconstruir. Para depois reconstruir.

O primeiro passo para o amor próprio é conquistares verdadeira intimidade contigo mesmo. Para isso é preciso que te conheças bem. E que te aceites tal como és. Com tudo o que és. Incluindo o potencial para seres o que quiseres ser.

Se precisares de mim, eu posso ajudar. Clica aqui para saber como.

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