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Há muitos anos que o Homem tenta encontrar resposta a esta questão: Quem sou eu?

Procuramos respostas sobretudo em 4 grandes vias: na religião, na ciência, na arte e na filosofia, mas talvez nunca se tenha encontrado uma resposta definitiva. Pessoalmente tenho dúvidas até que seja desejável encontrar uma resposta definitiva.

O ser humano não nasce pronto, ele é uma construção contínua. Daí que a identidade seja dinâmica e evolua ao longo da vida. Assim sendo, uma resposta definitiva sobre a identidade nunca pode ser alcançada.

Na ausência de uma resposta definitiva, temos muita dificuldade em aceitar a simplicidade da nossa existência. E então procuramos respostas rebuscadas, muitas vezes fantasiadas que nos estabelecem uma ligação a um fluxo contínuo de energia, ou que nos conduz através de um ciclo de vidas sucessivas até alcançarmos um estado de “perfeição” (que é um conceito por si só amplamente discutível).

Até pode ser que sim. Até admito que possamos ter um ciclo de renascimentos. Mas infelizmente acho que nunca o conseguiremos compreender. Considero uma batalha perdida à partida. E batalha que não se pode ganhar, não se deve travar.

No entanto, considero que muitas das respostas (senão mesmo todas) que procuramos sobre a nossa identidade podem ser encontradas nesta vida, na forma como crescemos, como aprendemos a relacionar-nos com o mundo, como tomamos determinadas atitudes, como percebemos o que nos rodeia, como desenvolvemos crenças que nos parecem indiscutíveis e como defendemos valores que nos parecem inabaláveis.

Por outro lado, há mecanismos bioquímicos que começamos a compreender graças às neurociências. O cérebro é um grande conjunto de sistemas musculares, que sustentam funções da psique diferenciadas, que cria determinadas substâncias e que reage a elas. Fantástico. Consegue-se provar que os nossos sentimentos e as nossas emoções estão diretamente ligados a determinadas hormonas, que nos provocam certas sensações.

Para mim estes avanços da ciência provam que de facto somos seres vivos complexos, mas que há muito para explicar e para compreender dentro de cada um de nós. Daí que eu acho urgente que cada um de nós observe os seus pensamentos e a forma como eles criam reações físicas no nosso corpo, através das sensações. E depois observe a nossa reação a cada uma dessas sensações.

Além disso, importa também que cada um compreenda as suas decisões, perceções, crenças, valores e a sua própria personalidade. Nunca poderemos compreender a relação com o mundo exterior sem compreender primeiro a nossa relação com o nosso mundo interior. A nossa verdadeira identidade, a nossa verdadeira essência, vai emergir depois de despontarmos este gigantesco castelo de cartas que é a nossa psique. Se calhar um trabalho para uma vida inteira. Mas eu acredito que vale a pena.

Por isso, buscar respostas para a “pergunta quem sou eu?” é uma atitude muito útil. Mas essas respostas, se existirem, estarão dentro de nós e nunca fora. No limite, porque o que define a minha identidade é a minha reação ao mundo exterior e não o contrário.

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