A Psicologia Positiva é a ciência que estuda a criação da felicidade.  

Então e como é que se chegou a uma ciência que estuda a criação da felicidade? Quais foram os passos dados para descobrir esta possibilidade?  

O senhor Martin Seligman, que é um professor de Psicologia norte-americano, foi, durante alguns anos, presidente de uma associação americana de Psicologia. Quando ele chegou à associação, fez um diagnóstico do estado da Psicologia, e imagina o que é que ele descobriu? Descobriu que a Psicologia não era suficientemente boa, não respondia eficazmente às necessidades e àquilo que era a procura das pessoas. Isto justifica as causas pelas quais foi criada esta nova ciência da Psicologia Positiva. É que, durante mais de 60 anos, a Psicologia focou-se, sobretudo, nas doenças e nos transtornos mentais e psiquiátricos e não havia um tratamento efetivo. 

Para tu teres uma ideia, ainda hoje em dia, dos mais de 40 transtornos conhecidos, em termos mentais ou psiquiátricos, apenas 14 são tratáveis e dois deles são curáveis. Apenas dois deles são curáveis e muito suportados no modelo médico, orientados à cura de uma determinada doença. Por outro lado, muito suportados pela Farmacologia e pelos fármacos. Como sabemos, os problemas mentais são muito combatidos pela classe médica, pelo modelo médico, com fármacos. 

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Vamos tentar perceber quais são as diferenças entre a Psicologia clássica e este novo modelo. 

Comecemos por observar um pouco mais de perto a Psicologia clássica. Na Psicologia clássica, as pessoas são vistas como vítimas. Vítimas da sua própria falta de responsabilidade, da sua própria habilidade, para fazer escolhas. O objetivo da Psicologia clássica é melhorar a vida das pessoas comuns para as tornar mais realizadas e, sobretudo, mais produtivas. Esta, tem como objetivo a intervenção positiva, no sentido, de ajudar as pessoas a sentirem-se bem. No entanto, com o advento da industrialização, com o “stress” da vida moderna, começaram a surgir as depressões, as ansiedades, levando ao aumento da procura pelos serviços da Psicologia, de uma forma drástica, e a que a Psicologia adotasse o tal modelo médico.  

Nos objetivos da Psicologia Positiva, o Martin Seligman achou que havia coisas a fazer. 

A primeira é que a psicologia deve estar tão preocupada com os pontos fortes das pessoas, como com os seus traumas e as suas fraquezas. Durante muitos anos, a conversa da psicologia era muito orientada às fraquezas da pessoa, aos traumas da pessoa, e há que redimensionar isso. Por outro lado, fazer a vida das pessoas comuns mais gratificante.  

E um outro princípio, que, sem dúvida, deve ter sido muito arriscado para o Martin Seligman, porque é quase um tabu: desenvolver genialidade nas pessoas, promover talentos. E isto, leva-nos, então, para uma nova perspetiva. 

É importante conhecer as causas, é importante compreender a evolução das pessoas ao longo do tempo. O comportamento das pessoas, em determinado momento, é fruto de uma evolução. Torna-se, assim, também importante isolar variáveis, de forma a que possamos estudar cientificamente quais são os fenómenos que interferem, ou não, no desenvolvimento da personalidade e no estabelecimento da “tal da felicidade”. 

Na prática, a Psicologia Positiva é uma nova ciência, que faz com que a vida valha a pena ser vivida. Em vez de procurar as causas da insanidade - um dos problemas mentais -, dos traumas e os transtornos psiquiátricos, vamos tentar encontrar quais são as causas de estados emocionais mais positivos e como os alcançar. Isto porque pessoas positivas são mais saudáveis, mais sociáveis e, claramente, serão mais felizes. Além disto, ter um propósito, uma das grandes descobertas da Psicologia Positiva, que vamos ver à frente, foi ter um propósito claro e bem definido: torna-nos pessoas mais felizes.  

Fica connosco e vamos construir a tua felicidade.