Neste artigo vamos perceber melhor as crenças limitadoras, nomeadamente, vamos compreender quais são as crenças limitantes mais comuns nas pessoas. Todos os seres humanos desenvolvem estas crenças. E reconhecer quais são as crenças que mais nos limitam é, de facto, um passo muito importante para conseguirmos destruí-las e para nos conseguirmos livrar delas e dos seus efeitos devastadores. 

E vamos então avaliar e analisar as crenças limitantes mais comuns: 

A mais velha de todas as crenças é: - “Eu não tenho tempo”. Sim, na verdade, esta é uma crença limitante muito comum. De certeza que em algum momento utilizaste e que em algum momento achaste que isto era verdade. Aliás, se calhar até durante este programa tu achaste que não tinhas tempo suficiente para fazer o que tem de ser feito. Esta é uma das nossas crenças mais comuns e é também uma das desculpas mais frequentes para justificar a falta de resultados. - “Não tenho tempo suficiente”! 

A verdade é que todos nós temos 86,400 segundos, todos os dias. E a forma como utilizamos este tempo é extremamente livre, ou seja, podemos utilizar este tempo como quisermos e não há nada mais democrático do que o tempo. Todas as pessoas têm o mesmo tempo todos os dias. É talvez o único recurso que é entregue de igual forma a todos os 7 mil milhões de cidadãos do planeta, com que partilhamos a nossa existência. Aquilo que importa não é o tempo que temos, é aquilo que fazemos com ele. Todos nós temos precisamente a mesma quantidade de tempo, todos os dias.  

Depois, outra crença é que isto “exige muito esforço”. Exige muito esforço, e exige muito trabalho então, se calhar, não sou capaz”. Está muito ligado à crença de não ser capaz e exige muito esforço, então se calhar eu não vou ser capaz, não vale a pena tentar.

“Não tenho força de vontade suficiente”: É outra crença que vamos alimentando como forma de responder àquilo que queremos evitar, aqueles processos que nós queremos evitar, nomeadamente às mudanças. No fundo, esta crença reflete algum medo da mudança.  

“Eu não mereço”. Esta é uma das mais comuns e provavelmente a mais profunda - é a crença do não merecimento; achar que não somos suficientemente bons para merecer alguma coisa de bom e, portanto, bloqueamos os meus processos e entramos em autossabotagem.

A outra crença é: - “não sou suficientemente bom”. Até podíamos dizer que uma das crenças é: “não sou suficiente… eu não sou suficiente para fazer isto… eu não sou suficiente para fazer aquilo”. e “não sou suficientemente bom, sou suficientemente boa”. Também é uma das crenças muito comuns, e isto advém de um período em que concluímos que não somos suficientemente bons para ser amados. ou para ter determinado tipo de resultados positivos que nós gostaríamos de obter. O velho complexo da inferioridade.

“Tudo o que é bom já pertence a alguém”, também é uma crença interessante. 

“Eu tenho medo da rejeição”. Outra crença também interessante. 

“Não tenho recursos suficientes para ser bem-sucedido”. “Não tenho o que é preciso para ser bem-sucedido, não tenho dinheiro suficiente, não tenho tempo suficiente, não tenho formação suficiente, não tenho inteligência suficiente”. repara como são manifestações alternativas da crença da insuficiência. 

“Eu nunca conseguirei fazer isto ou aquilo”, “Eu nunca vou conseguir”. Esta crença limita-nos logo à partida. Nós acreditamos que não somos capazes, que nunca vamos conseguir, então, justifica logo a nossa inércia, nem sequer vale a pena tentar. 

“Não tenho competências suficientes”. 

“Eu não tenho talento suficiente”. 

“Eu não tenho sorte”, esta também é muito comum. “Tenho de ir à bruxa, eu não tenho sorte”. No fundo, a sorte cria-se, quando a preparação encontra a oportunidade. A vida oferece-nos sempre oportunidades, consigamos nós estar preparados para as poder aproveitar. 

“Não sou bom a gerir dinheiro”. 

Eu nunca vou ter dinheiro suficiente”.

“O dinheiro é mau porque corrompe as pessoas”.  

Qualquer coisa “é muito difícil”.  

“Eu não sou capaz”. Esta também é uma das crenças matadoras e limitadoras. 

Aproveita agora para pensar um pouco sobre isto e para tentares perceber quais são estas crenças te estão a limitar; estas ou eventualmente outras que te estão a limitar. E percebe que o resultado ou os resultados que tu estás a obter, o ponto em que a vida está neste momento, é precisamente uma consequência desta crença. 

Se achas que não tens dinheiro suficiente, se tu achas que não és capaz de ter dinheiro suficiente, ou se achares que o dinheiro corrompe as pessoas e faz mal às pessoas, provavelmente tu não tens muito dinheiro. 

Se achas que não tens competências suficientes, provavelmente, tu nem sequer investes em competências e, portanto, estás limitado à partida.

Se tens medo da rejeição, provavelmente tu não és capaz de enfrentar situações novas.  

Se tu achas que não és suficiente, naturalmente que a maior parte das coisas em que tu te envolves pode parecer demasiado para ti. Provavelmente essa é a maior causa da escassez.

Gostava que tu refletisses sobre essas tuas crenças e que percebesses a forma como elas te têm limitado e como elas te vão continuar a limitar.