Neste artigo vamos falar sobre um sentimento que de uma forma ou de outra todos nós temos e que tanto envenena a nossa mente. 

E esse sentimento é a culpa. 

A nossa culpa, a culpa da nossa falha, da nossa falta, ou a culpa da falha do outro, que se manifesta através de um sentimento um pouco diferente, que é o ressentimento, que é a culpa, a manifestação da culpa do outro… e essa memória dessa culpa do outro.  

Eu gostava de te libertar das tuas culpas, propondo-te aqui um novo paradigma.

E que tal se em vez da culpa, nós pudéssemos ver responsabilidade?  

A culpa é um sentimento que se encerra muito para o passado, e é impossível de ir resolver; é impossível de ir resolver essas questões do passado. Os actos que praticamos ou que de que de alguma forma fomos vítimas. Se nos prejudicaram de alguma forma, temos também de aceitar e compreender e ser capaz de perceber, que cada um de nós também em alguns momentos falhou com outras pessoas e magoou outras pessoas.

A partir desse reconhecimento e dessa compreensão - de que todos nós somos humanos e que todos nós cometemos erros - temos também que compreender que no momento em que nós praticamos aquele ato de que nos sentimos culpados - ou no momento em que o outro praticou aquele ato, de que sentimos que ele é culpado - todos agimos na sua melhor possibilidade. Ou seja, as pessoas não tinham uma intenção de magoar, tu não tinhas uma intenção de magoar, de provocar um dano, ou pelo menos não tinhas a noção das consequências negativas que aquilo poderia trazer 

Portanto, todas as nossas decisões são tomadas pela positiva, por muito estranho que pareça, o ser humano não é capaz de fazer nada pela negativa. Tem de haver alguma coisa que ele valorize mais, que o leve a ter um determinado tipo de comportamento. 

Se tu tens de alguma forma culpa ou sentes essa culpa, de alguma coisa que tu fizeste no teu passado ( ou se sentes esta culpa do outro, este ressentimento de alguma coisa que alguém te fez) então eu gostava de te propor este novo paradigma: trocar a culpa por responsabilidade. 

A diferença entre responsabilidade e culpa é que na culpa, todas as coisas ficam encerradas no passado. Fica sempre aquele sentimento daquela mágoa que fica encerrada em si própria no passado… 

A minha proposta é que tu te libertes disso e vamos ver o outro lado do paradigma, que é a responsabilidade.

Tu podes aprender com aquele comportamento que tu tiveste ou que o outro teve - ou que tu viste alguma pessoa a ter, que é um comportamento culposo ou gravoso - e tu podes aprender com essa experiência. Quer com as tuas próprias experiências, quer com as experiências das quais tu foste “vítima”. 

Vamos assumir a responsabilidade. Aprender com isto. Na próxima situação em que nos depararmos com escolhas semelhantes, nós vamos ter mais argumentos para tomar uma decisão mais consciente. Assim podemos crescer. 

Liberta-te da culpa e assume as responsabilidades pelas aprendizagens que todas as experiências da tua vida têm trazido.