Vamos perceber e desmontar um pouco a inteligência emocional. 

A inteligência emocional tem várias componentes. Uma delas, como já deves ter percebido, é a perceção emocional. No fundo, trata-se de identificar as próprias emoções e, através disso, aprender a identificar as emoções das outras pessoas.  

Aprender a expressar as emoções, e também discriminar de alguma forma a honestidade dos sentimentos. Ou seja, será que aquilo que a pessoa está a pensar está mesmo alinhado com aquilo que está a sentir, em termos emocionais? Será que é congruente o pensamento com a emoção? É muito interessante observarmos isto, quer em nós, quer nos outros, porque muitas vezes vemo-nos divididos, não é? Parece que temos duas vozes dentro da nossa cabeça - a voz das emoções e a voz da razão, e ambas são antagónicas e puxam-nos uma para cada lado - e é preciso saber integrar estas duas energias, com sinceridade e com verdade. Para isso, é importante conseguirmos discriminar a honestidade dos nossos sentimentos, dos nossos e naturalmente, também, dos das outras pessoas. Esta componente tem como habilidades identificar as emoções. A técnica é sobre ler as pessoas. Os objetivos são compreender com precisão como é que as pessoas se sentem e em termos de procedimento é, muitas vezes, estar aberto às próprias emoções e às emoções de todos os que nos rodeiam. Ou seja, é ver as coisas com uma mente aberta, aceitá-las tal como são. Tentar observar, investigar e ser curioso; tentar compreender as pessoas antes de as criticar e de as julgar, ou em vez de as criticar e de as julgar. 

Outra componente, é a componente da facilitação emocional do pensamento. Significa podermos servir-nos da inteligência emocional para associar emoções a experiências interiores, que nós possamos estar a desenvolver - nós ou as pessoas que nos rodeiam. Isso tem a ver com os nossos pensamentos, os nossos processos de evolução, ou seja, tentar compreender como é que as coisas se inter-relacionam e ajustar o humor à nossa memória. 

Outra componente é gerar emoções para mudar pensamentos. Isto é muito interessante. Alterando o nosso estado emocional, nós podemos alterar também os nossos pensamentos. Podermos ajustar o humor, no sentido de estado de espírito, à tarefa que estamos a realizar ou ao momento que estamos a viver. Muito interessante, de facto, para que possamos ver com mais facilidade, plenitude e leveza.  

As grandes habilidades têm a ver com a utilização das emoções. Em termos de técnicas significa entrar no flow, entrar no clima, deixares-te ir. Em termos de objetivos, este é claramente encontrar o estado de ânimo adequado a cada momento que estamos a viver. Em termos de procedimentos, podemos refletir sobre as emoções, tendo em conta a sua influência, quer no pensamento, quer em todos os processos internos, de forma a que possamos usar estas emoções para orientar o nosso raciocínio. Não devemos ter duas energias opostas. Devemos tentar convergir entre a emoção e a razão, de alguma forma. 

Outra componente, é a da compreensão emocional, muito importante também na inteligência emocional. Vamos aprender a denominar as emoções, compreender as causas e consequências. Tudo tem uma causa e tudo tem uma consequência. É importante que compreendamos isto. No momento presente, nós tentamos olhar para o passado e ver quais são as causas, o que permite prever que consequências é que as emoções poderão ter. Dá-nos muito maior segurança, em termos emocionais, e isso ajuda-nos também a compreender sentimentos complexos. Muitas vezes, os sentimentos complexos resultam, não só desta dualidade entre a razão e a emoção, mas de várias emoções em simultâneo, vários pensamentos em simultâneo. As coisas cruzam-se resultando numa mistura quase que explosiva, e, portanto, difícil de manusear.  

Compreender a evolução dos estados emocionais. Compreender como é que evoluímos, em termos de estado emocional, e também compreender como podemos produzir novos estados emocionais, que nos permitam alcançar os nossos objetivos, quer seja ao nível de alguma tarefa específica, quer seja de uma forma mais abrangente, ao nível do bem-estar. 

Em termos de habilidades, aqui vamos compreender as emoções e as técnicas são orientadas para conseguirmos prever o nosso futuro emocional, que nos vai trazer muito mais segurança, com certeza. Os objetivos são compreender a evolução dos estados emocionais. Em termos de procedimentos, vamos examinar as causas das emoções e analisar como os sentimentos podem evoluir com o desenrolar dos acontecimentos. Sentimento, no sentido de ser a fusão entre a razão e a emoção. Portanto, desenvolve esta “coisa”, este estado ou esta “coisa” que chamamos de sentimento; compreender como é que o desenrolar de acontecimentos, quer internos, quer externos, pode conduzir e proporcionar, também, mudanças nos próprios sentimentos.  

A quarta componente da inteligência emocional é estarmos abertos igualmente a emoções agradáveis e desagradáveis. Saber envolver e afastar as emoções, consoante a utilidade que elas têm, num determinado momento. Aprender a regular as emoções, as nossas próprias e as dos outros, e diminuir estados emocionais negativos, para podermos potenciar estados emocionais mais positivos. Então, aqui, em termos de habilidades será regular as emoções, muito útil e muito importante; como técnicas, agir com sentimento e honestidade desse sentimento. O objetivo é atuar de uma forma orientada com o sentimento, para sermos congruentes com o que sentimos. Em termos de procedimento, adotar estratégias que possam levar em conta a sabedoria dos sentimentos, sem os minimizar ou, também, sem os exagerar. Sabendo utilizar estes sentimentos e esta sabedoria interior, esta voz interior que sabe muito, para podermos tomar decisões mais otimizadas e mais assertivas. Resumindo, estes são os quatro componentes da inteligência emocional: identificar emoções; utilizar as emoções; compreender as emoções e regular as emoções.

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