Todas as emoções têm 3 componentes: 

Neurofisiológica - que é uma coisa física; 

Cognitiva - que é o processamento mental desta sensação física ou desta componente neurofisiológica; 

Comportamental - que é um comportamento gerado a partir deste estímulo inicial. 

Portanto, todas estas componentes fazem parte das emoções. 

Na componente neurofisiológica, tratam-se, sobretudo, de reações involuntárias, que são mudanças corporais de carácter fisiológico.  Há aqui ainda uma série de reações químicas e neurais dentro do nosso organismo. Mas ficamos por esta expressão das reações involuntárias. Portanto, há determinadas alterações que acontecem em termos fisiológicos, e eu vou dizer que “eu sinto”. Há mudanças ao nível, por exemplo, do ritmo cardíaco; da tensão arterial; do ritmo respiratório; da temperatura; do tónus muscular; mudanças também em termos de neurotransmissores; nas segregações hormonais; etc. O ritmo cardíaco e a tensão arterial aumentam ou diminuem, dependendo de a emoção ser positiva ou negativa, ou do grau de intensidade dessa emoção. A respiração fica mais rápida e mais profunda ou torna-se mais lenta e mais superficial, mais suave. A temperatura do corpo aumenta ou diminui, provocando sensações corporais de calor ou de frio. A pele fica mais ruborizada ou mais pálida. Os músculos contraem-se provocando até, às vezes, dores no corpo e tremuras musculares ou então relaxam-se, transmitindo uma sensação de leveza e de bem-estar. Tudo estes fenómenos fazem parte da componente neurofisiologia das emoções. São reações involuntárias, mas nós podemos provocar a emoção, ou seja, criar um estímulo que nos leve a desencadear estas reações. Embora as reações sejam involuntárias, as ações ou o estímulo pode ser, muitas vezes, provocado.  

componente cognitiva tem a ver com a vivência subjetiva, com a coincidência com aquilo que se denomina de sentimento. No fundo, o processamento mental ou cognitivo da emoção. Então, eu vou dizer “eu penso”.

Podem ocorrer mudanças na forma de pensar, tais como: o pensamento fica mais positivo ou mais negativo; criam-se imagens de uma forma mais lenta ou mais rápida e mais criativa; o raciocínio pode ficar mais ineficaz ou mais eficiente; a atenção pode ficar mais focada ou mais dispersa. Num exemplo prático: eu vejo uma cobra, o que eu sinto é medo, o que eu penso é que estou em perigo, e o que é que eu faço?  Fujo. Isto é a componente comportamental.

Que estratégias há, para podermos condicionar e educar estas componentes da emoção? 

Vamos fazer isto por grupos. Em termos das componentes neurofisiológicas da emoção, a parte emotiva, podemos treinar: técnicas de relaxamento, a respiração consciente, o controlo físico corporal e a autoconsciência emocional.  

Na parte cognitiva podemos trabalhar a reestruturação cognitiva, a reestruturação do nosso pensamento; habituarmo-nos a resolver problemas; habituarmo-nos também a este caminho da introspeção, nomeadamente através da meditação; mudança de atribuição causal, ou seja, atribuirmos as coisas a uma causa diferente. 

Há uma pergunta do Freud, que eu faço tanto a mim mesmo, que é: “Qual é a tua responsabilidade na desordem de que te queixas?” Há uma coisa que se chama “o erro fundamental da atribuição”. Nós tendemos a desresponsabilizar-nos por muitas coisas e a atribuirmos mais responsabilidades, sobretudo daquilo que nos corre mal, a razão externa. A verdade é que, embora não possas controlar as circunstâncias, podes sempre controlar a tua reação perante elas. No entanto, para isso é preciso mais conhecimento emocional. É também por isso que estou a investir nesta aula, para to transmitir e para te ajudar a ter mais domínio de algum vocabulário emocional, para que possas denominar de uma forma correta, a emoção.

A componente comportamental podemos treinar a expressão emocional, nomeadamente através de habilidades sociais, as soft skills, e a expressão adequada das emoções. É o desenvolvimento da assertividade e, naturalmente, há depois muito trabalho prático que pode ser feito para isso.

Na componente comportamental podemos treinar a expressão emocional, nomeadamente através de habilidades sociais, as soft skills, e a expressão adequada das emoções. É o desenvolvimento da assertividade e, naturalmente, há depois muito trabalho prático que pode ser feito para isso.

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