Então, como é que o nosso corpo processa os estímulos? Este fluxograma tenta explicar isto.
Perante um determinado estímulo, um determinado acontecimento, vamos atribuir-lhe um grau de relevância. Ele é relevante ou não é relevante? Se não é relevante, o nosso corpo não gera uma emoção. Se o acontecimento ou o fenómeno que está a acontecer tem alguma relevância para nós, vai gerar uma emoção. A emoção é a resposta neurobiológica que vai ser desencadeada, quer sob o ponto de vista físico, quer sob o ponto de vista químico, dentro do nosso corpo, para fazer face àquela situação que nós percebemos como sendo relevante.
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Esta avaliação tem dois níveis. 

Primeiro, é automática ou primária. Neste nível, as perguntas que vão ser feitas inconscientemente são:  

A importância deste acontecimento é positiva ou negativa, para alcançar os meus objetivos?

Os objetivos também têm um grau de hierarquia: primeiro a sobrevivência, depois a supressão das necessidades, naturalmente. Recordo a pirâmide de Maslow, para que possas perceber melhor. 

Como é que isto afeta a minha sobrevivência ou o meu bem-estar? 

Esta avaliação pode ser consciente, mas normalmente é inconsciente e produz-se em frações de segundo, é muito, muito rápido. De facto, é de natureza cognitiva, ou seja, ocorre pelo pensamento e pelos sistemas cerebrais, mas nós não temos consciência disto. 

Depois há uma avaliação secundária, que é a tal avaliação cognitiva, a avaliação do pensamento, que é: “será que eu estou em condições de fazer face a esta situação?” 

Esta resposta vai diminuir ou aumentar o grau de intensidade da nossa resposta fisiológica. O acontecimento é interpretado como um progresso em direção aos nossos objetivos, relativamente às nossas necessidades e bem-estar, e vai gerar emoções positivas. Se, pelo contrário, este acontecimento é avaliado como sendo um obstáculo, uma ameaça, um perigo, uma ofensa, uma perda, ou de alguma forma diminui a nossa autoestima, vai gerar emoções negativas. Então, como gostamos de emoções positivas, tendemos a aproximar-nos delas e afastamo-nos automaticamente — e isto é tudo automático — das emoções negativas. É muito interessante, porque, de facto, as respostas biológicas são encantadoras.  

 Então, o que é que é uma emoção? Concluímos já que a emoção é uma reação súbita e involuntária do nosso organismo, a um determinado estímulo, quer seja interno ou externo. 

Então, o que é que isto significa? Perante uma determinada emoção há uma reação automática. Aliás, perante um determinado estímulo há uma emoção, que é a reação automática, do corpo ao estímulo, que pode ser externo ou interno. Ou seja, pode vir de fora ou pode ser um pensamento, ou uma sensação interna, às vezes uma intuição. Depois, este estímulo é avaliado, esta emoção é avaliada, portanto, há uma apreciação cognitiva. Se for um estado afetivo que comporte sensações agradáveis, então vai gerar uma série de emoções positivas e claro, nós queremos mais. O tal mecanismo de aproximação. Se for um estado afetivo que comporte sensações desagradáveis, emoções negativas, como a tristeza, a raiva, o medo, etc., então queremo-nos afastar. Estas sensações, de facto, orientam o nosso futuro, o nosso comportamento. Tendemos a aproximar-nos das emoções agradáveis, positivas e a tentar afastar as emoções desagradáveis. Da mesma maneira, tentamos repetir as coisas que nos são agradáveis e evitar as desagradáveis, porque garantem a nossa sobrevivência e bem-estar.

Claro que também temos tendência a isolar-nos mais quando temos emoções negativas. Escondemos mais estas emoções. Ficam só para nós, ao nível dos pensamentos. Quando temos emoções positivas, temos mais facilidade em extravasá-las e em partilhá-las com outras pessoas. É um fenómeno muito curioso, em termos da inteligência emocional.  

E será que podemos dividir as emoções em vários componentes? Sim.

Para saberes mais sobre as componentes das emoções carrega AQUI