As 5 feridas emocionais surgem pela experiência de necessidades não satisfeitas no período da primeira infância e são consequência do relacionamento com os nossos progenitores ou com os nossos cuidadores. 

Claro, há aqui uma coisa que é muito importante, é que esta insatisfação não tem que ser real ela só tem que ser percebida. Ou seja, imagina que o bebé chora porque quer um biberão e a mãe até vem, e vem consolá-lo, mas não percebe que, de facto, o bebé está com fome e precisa de comida. O bebé pode associar isto como um abandono e a ferida que lhe vai aparecer vai ser a ferida do abandono. As feridas emocionais não têm a ver só com o comportamento do progenitor ou do cuidador, mas nós também tivemos uma quota parte de responsabilidade, porque também depende um bocadinho do nosso grau de exigência e do nosso grau da perceção da satisfação, ou não, dessa necessidade. 

O que é certo é que, como eu já tinha referido, estas percepções vão acabar por condicionar o nosso sistema de crenças, ou seja o nosso sistema inconsciente que ainda está em formação. E este sistema de crenças é a base para as nossas percepções futuras, para as nossas percepções que estão na origem das nossas atitudes conscientes ou inconscientes e dos nossos comportamentos também, conscientes ou inconscientes.  

Então, as 5 feridas emocionais são: a rejeição, o abandono, a humilhação, a traição e a injustiça. São estas 5 feridas emocionais que estão marcadas no inconsciente dos seres humanos. Uma boa parte dos seres humanos têm todas estas feridas, muitos não têm a ferida da humilhação, mas as outras quatro parece que, de uma forma ou de outra, estão em todas as pessoas.  

É evidente que quando tu vês as descrições tu vais tender a identificar-te mais com uma ou com outra ferida. Isto pode ter a ver com feridas que estão ativadas em determinado momento, ou então com aquelas feridas que são mais intensas ou mais dolorosas para ti.

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