Vou fazer-te fazer uma confissão. Confesso-te que falhei muitas vezes, e isso é uma coisa boa, não é uma coisa má.  

Primeiro, porque se eu falhei é um sinal de que eu fiz, não é? Só não falha quem, de facto, não faz; quem não age, de facto, não tem nenhuma possibilidade de falhar e depois, porque com esses falhanços que fui acumulando ao longo da minha vida, e provavelmente vou acumular alguns outros, eu acabei por desenvolver algumas sensações de desconforto. Naturalmente que eu fico desconfortável quando falho, e isto acaba de servir de motivação para eu melhorar. Então, como grande objetivo da minha vida, melhorar-me a mim próprio e continuar a evoluir, para depois poder partilhar essa evolução.

Falhar é uma coisa boa, não é uma coisa má. Então, este medo de falhar, que nós temos tantas vezes, acaba por ser um impeditivo muito grande para podermos avançar, fazer as nossas coisas e para podermos pôr em prática os nossos projetos. O que não faz nenhum sentido, porque o mais normal é falhar. Aliás, há uma lei, que é muito conhecida nas engenharias, que é a lei de Murphy, que diz que “o que há para correr mal, vai correr mal, no pior momento possível”, temos de ficar a contar com isso. Portanto, é natural falhar, é normal falhar e a sorte é que nada é permanente, portanto, qualquer que seja a consequência desse teu falhanço — quase qualquer que seja a consequência desse teu falhanço — vai  sempre ter uma solução, vai sempre haver uma outra oportunidade de fazeres de uma maneira diferente. 

Isto para recordar, também, uma história, que já vi em vários sítios, de um discípulo que pergunta ao seu mestre: “Mestre, como é que eu posso ser feliz?” 

E o mestre responde: “Para seres feliz, precisas de fazer boas escolhas”. 

E o discípulo pergunta: “Então, mas como é que eu faço boas escolhas?”  

E o mestre diz: “Tens de fazer más escolhas”.  

Esta experiência, das más escolhas e das coisas que nós fazemos menos bem, é muito útil para construir aquilo que, de facto, é importante para nós. 

Portanto, não te deixes paralisar por este medo de falhar. Falhar é uma coisa boa, é uma oportunidade de aprendizagem, uma oportunidade de evolução. Isto vai-te criar algum desconforto, que vai, de facto, ser o motivo para tu evoluíres, para tu descobrires novas formas de fazer e novas formas de melhorar, e isso é o que te faz crescer.  

Se o teu objetivo, como o meu, é ser uma melhor pessoa, cresceres e desenvolveres-te em termos pessoais, evoluíres para depois partilhares essa evolução com outras pessoas, este tema deve ter sido muito importante para ti.  

Espero que tenhas gostado. 
Juntos construímos um mundo melhor, pessoa por pessoa.