Quando percorreres o teu caminho, poderás ter a sorte de ter aprendido a dominar todos os estágios do desenvolvimento psicológico – o teu ego precisa e a tua alma deseja – e serás capaz de operar com a Consciência de Espectro Total.

Neste estádio, poderás responder adequadamente a todas as situações da vida com calma interior - sem medo, aborrecimento ou ansiedade. 

As pessoas que alcançam este estádio demonstram as seguintes características: 

Elas dominam as suas necessidades de sobrevivência mantendo-se saudáveis, cuidando de seus corpos e da sua segurança financeira e mantendo-os a salvo de perigos. 

Eles dominam as suas necessidades de relacionamento construindo amizades e ligações familiares que criam um sentimento de amor e pertença 

Eles dominam as suas necessidades de autoestima construindo um forte senso de autocompaixão e agindo de maneira responsável e confiável em tudo o que fazem. 

Eles dominam as suas necessidades de transformação tendo a coragem de abraçar os seus eus autênticos; vivendo os seus valores e gerindo ou superando os medos que os mantêm focados nas suas necessidades são satisfeitas. 

Eles dominam as suas necessidades de coesão interna, descobrindo e abraçando o propósito da sua alma, expressando a sua criatividade e, assim, encontrando sentido para a vida. 

Eles dominam as suas necessidades de fazer diferença, atualizando seu senso de propósito e alavancando suas ações no mundo, ligando-se a outras pessoas em relacionamentos de amor incondicional. 

Eles dominam as suas necessidades de serviço dedicando a sua vida ao seu senso de propósito e fazendo uma contribuição efetiva e duradoura para o bem-estar da humanidade ou do planeta a serviço das gerações atuais e futuras. 

https://www.aahv.global/levels-of-consciousness.html

Níveis neurológicos

Vamos falar sobre uma ferramenta muito interessante para o coaching, que vem da programação neurolinguística, que são os níveis neurológicos.  

Os níveis neurológicos são um recurso da PNL, que partem de uma premissa de Albert Einstein que diz que, “a solução de um problema está sempre em um nível superior àquele em que foi criado”. 

Os níveis neurológicos foram criados por Robert Dilts, que é um dos pais fundador da programação neurolinguista, e permitem uma maior compreensão dos níveis de desenvolvimento pessoal, dos tipos de coaching, do papel do coach e dos estilos de liderança em cada um dos níveis.  

O primeiro nível é então o nível do ambiente. Neste nível vamos focar a nossa atenção em tudo o que é externo à pessoa, mas que gera impacto e movimentos internos.  

O segundo nível é o nível do comportamento. Neste nível vamos estar atentos a ações e reações do dia-a-dia que são influenciadas pelo ambiente em que as pessoas estão inseridas.  

No terceiro nível, é o nível das capacidades, vamos estar atentos às habilidades e capacidades que temos para fazer as coisas, que temos e que podemos desenvolver para fazer as coisas.  

Num quarto nível, o nível das crenças, vamos pensar então em tudo aquilo que acreditamos, sobretudo, sobre nós próprios, qual a razão das ações que realizamos. 

O quinto nível é o nível da identidade e aqui vamos falar, então, sobre aquilo que realmente somos, qual o nosso propósito e qual a nossa missão.  

O sexto nível é o nível da afiliação, dos grupos aos quais pertencemos.  

E o topo da pirâmide é então o nível do legado. Neste nível vamos então ganhar consciência de que fazemos parte de algo maior do que nós e de que deixaremos algo para o mundo quando partirmos, e isto é o nosso legado.  

Dependendo então do nível em que estamos a trabalhar podemos falar então de vários tipos de coaching.  

Enquanto trabalhamos no nível do ambiente e comportamento vai ser uma espécie de coaching remediativo, quando passarmos, então, a trabalhar as capacidades, as crenças e os valores, vamos falar de um coaching generativo, e a partir do nível da identidade, da afiliação e de legado falamos então de um coaching evolutivo, que tem por grande como objetivo desenvolver, de facto, o ser humano em todo o seu potencial.  

Entre o nível das crenças e valores e o nível da identidade, há de facto uma distinção entre aquilo que é inconsciente daquilo que é consciente, e o princípio é que estas funções acontecem ao nível inconsciente. Há também outro princípio a ter em conta que diz que mudanças em níveis superiores provocam sempre alterações nos níveis inferiores. Ao contrário nem sempre é verdade! 

Então os níveis neurológicos também condicionam o papel do coach e condicionam o estilo de liderança que vamos ter em cada um. 

No nível do ambiente, o papel do coach vai ser como guia e vamos ter um tipo de liderança por exceção, extraindo as partes que não interessa observar.  

Ao nível do comportamento, o coach vai atuar como um treinador e vai estimular novos comportamentos.  

Ao nível das capacidades, o coach pode funcionar então como um professor e o grande objetivo aqui é provocar um estímulo intelectual.  

Ao nível das crenças e de valores vamos então atuar como mentores e o estilo de liderança que vamos ter vai ser inspiracional. 

Ao nível da identidade vamos ser, sobretudo, apoiadores, vamos estar ao lado do nosso cliente para apoiar as suas considerações individuais.  

Ao nível da afiliação vamos funcionar como aglutinador, vamos motivar a pessoa a juntar-se a outras pessoas, com um estilo de liderança bastante colaborativa.  

Ao nível do legado, o coach vai funcionar então como um empoderador e o estilo de liderança que vamos desenvolver vai ser carismática e visionária.  

Em resumo, então, os níveis neurológicos permitem-nos ter consciência do tipo de coaching que estamos a praticar, do papel do coach em cada um dos níveis e do tipo de liderança que temos que ter e que temos de desenvolver também nos nossos clientes.