Neste artigo vamos falar sobre autoconsciência, ou seja, o assunto da consciência, que basicamente é a mesma coisa.

Então, o que é que é isto da consciência?

Dois aspetos importantes:

- O conhecimento que nós temos sobre nós próprios;

- E aquele sentido ou a perceção de que o que nós estamos a fazer é certo ou errado, aquele crítico interior com o qual todos viemos equipados. 

Todos nós viemos equipados com um crítico, que está permanentemente a bombardear-nos com informações, sobre aquilo que está certo ou errado, quando fazemos alguma coisa ou quando pensamos alguma coisa, ou até quando desejamos alguma coisa. Então este diálogo interior também é chamado de consciência. 

Mas realmente o conceito de consciência é mais lato do que isso. 

A consciência é o conhecimento que nós temos sobre nós próprios. E esta consciência pode ser imediata - pode ser uma consciência que temos de curto-prazo, que é, sobretudo (mas não só) dominada pelas emoções. 

Consciência refletida é quando nós refletimos sobre as informações que vamos recolhendo em relação a nós próprios - isto é mais influenciado, então, pelos aspetos cognitivos, pelo pensamento.

Então, o que parece certo é que a consciência é conhecimento, e então, a autoconsciência é autoconhecimento.

Quem mais percebe de conhecimento, são as pessoas que são apaixonadas pelo conhecimento: os filósofos. O termo consciência já está na filosofia há muitos anos. Por essa razão, ficam aqui dois pensamentos de dois filósofos importantes: Descartes e Espinosa que foram contemporâneos e amigos até. 

Descartes, que é o célebre autor daquela frase “penso logo existo”, vem dizer que a consciência é o fundamento do conhecimento; é uma espécie de uma alma separada do corpo. Por outro lado, Espinosa disse que, se nós não somos conscientes dos nossos desejos e dos nossos sistemas de representação, então a consciência é uma ilusão e não existe consciência nenhuma. 

Outros pensadores vieram dar contributos essenciais para o conhecimento sobre a consciência, como é o caso de Carl Jung, um discípulo de Freud.

Freud já tinha sido altamente influenciado pelo pensamento de Espinosa e Descartes, e Carl Jung parece também ser influenciado por este pensamento, uma vez que defende que: 

“Até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir a sua vida e você vai chamá-lo de destino”.

 

Se nós não temos consciência destas informações que estão no nosso inconsciente, iremos perder a capacidade de governar a nossa vida, tornando-a ingovernável. Claro, que não vamos ter outra justificação para os resultados que vamos produzir com esta ingovernabilidade e vamos chamar a isto de destino. 

É de facto muito importante termos consciência daquilo que está inconsciente. Não é um exercício fácil, porque a grande maioria da nossa psique está inconsciente; a maioria das informações que temos ao nível mental está inconsciente.