Numa das minhas primeiras palestras, enquanto coach, falava de uma linha. Uma linha que eu te queria falar também agora.

É uma linha que separa os vencedores dos vencidos.

Uma linha que separa as pessoas felizes das pessoas que não são felizes. 

Uma linha que separa as pessoas que encontram soluções para todos os problemas das pessoas que encontram problemas para todas as soluções. 

Uma linha que separa os que lutam para construir as suas vidas e os que passam a vida simplesmente a reclamar.

Os especialistas em inovar e aqueles que só criticam.

Uma linha que separa aqueles que adoram desafios daqueles que só vêm problemas em todo lado.

Uma linha que separa aqueles que buscam respostas daqueles que preferem a ignorância. 

Uma linha que separa os otimistas dos pessimistas.

Os que recomeçam dos que desistem. 

Os que agradecem dos que se queixam.

Os que elogiam dos que criticam.

Os que são gratos, dos donos da verdade e do mundo.

Os que perdoam e aqueles que guardam rancor.

Uma linha que separa os que assumem as responsabilidades daqueles que procuram responsabilidades e culpados nos outros.

Uma linha que separa os líderes das vítimas.

Uma linha que separa a escassez da abundância?

O medo do amor.

Entender essa linha é entender a mais básica de todas as nossas regras e de todas as nossas escolhas: o tal paradoxo da liberdade. 

A liberdade para nós fazermos escolhas é na verdade muito temida por nós porque isso acarreta a responsabilidade pelas consequências das nossas escolhas. É por isso que, muitas vezes, ficamos impacientes e indecisos na hora de tomar decisões e de fazer escolhas.

A linha que te falava acima separa, de facto, dois mundos opostos. E eu gostava de te convidar a refletir qual é o lado da linha em que tu queres ficar. 

Se preferes ficar do lado da linha daqueles que se auto-responsabilizam pelos seus resultados e pelas suas vidas ou se, pelo contrário, preferes ficar do lado da linha daquelas pessoas que se vitimizam e que se queixam das circunstâncias em que vivem.

Se tu és daqueles que, como eu, prefere ficar do lado da linha que se auto responsabiliza pela sua própria construção e pelo seu próprio crescimento, fica desde já a contar que é uma via que dá um bocadinho de trabalho, mas compensa. Vale mesmo a pena!

É o exercício máximo da nossa liberdade, da nossa liberdade enquanto ser humano, a liberdade de escolher a atitude com a qual queremos viver. 

Então, eu gostava que tu escolhesses a atitude com que tu queres viver. Uma atitude mais ativa ou mais pró-ativa, ou, por outro lado, uma atitude mais passiva ou mais reativa.

Tu podes escolher então de que lado da linha é que tu queres ficar. Aqueles que vivem provocando novas causas ou aqueles que vivem as consequências das vidas dos outros. 

Esta escolha é a nossa maior responsabilidade individual. 

E eu gostava que tu a fizesses agora. Que tu percebas de que lado da linha é que tu queres ficar. Do lado dos que crescem ou ao lado dos que se queixam?

Se quiseres passar para o lado dos que crescem, estamos juntos. Estamos a aprender a conhecermo-nos melhor a nós próprios e a lidar com as nossas próprias vidas.