água, alvorecer, amanhecer

As redes sociais têm sido inundadas por mensagens de esperança que dizem que vai ficar tudo bem, que tudo vai passar e que vamos regressar à normalidade. Só temos que usar máscaras para esconder a cara e gel para lavar as mãos.

Interessante sob ponto de vista de semiótica o simbolismo que isso carrega: usando a máscara escondemos a cara ao medo e às emoções; talvez até possamos ficar indiferentes ao sofrimento e à angústia dos outros. Utilizando o gel lavamos as mãos das responsabilidades. Só temos que ficar enclausurados e tudo passará.

Mas infelizmente a realidade é mais dura do que isso. Virá uma segunda vaga e não será culpa dos prevaricadores que passeiam à beira mar, a tentar repor alguma sanidade mental. É normal que seja assim.

As medidas de confinamento e de segurança asfixiarão a economia; não basta reabrir as empresas para as entregar à sua sorte. É preciso recuperar a confiança dos consumidores e isso não se faz por decreto, nem por palpite.

Como consequência, milhares de PME´s vão ser estranguladas e milhões de pessoas ficarão sem emprego. Depois da pandemia virá um pandemónio económico e social. Parece-me cada vez mais inevitável.

Os sistemas democráticos serão contestados e ameaçados. Será necessário encontrar novas formas de governo e de organização social. Isto é o maior desafio que a nossa geração passará e é uma grande revolução para a humanidade.

Estamos em choque e em negação, o que é normal nos processos de mudança. Vai melhorar. Mas antes de melhorar... ainda vai piorar... bastante.

O futuro é cheio de incertezas, volátil, ambíguo e muito complexo, correspondente ao cenário próprio de um cenário de batalha, descrito pelos militares americanos sob o acrónimo VUCA.

Quem não conseguir adaptar-se vai cair nas malhas do desespero e da angústia. 

As instituições não vão conseguir responder e precisamos de dinamizar massivamente respostas colectivas. Precisamos de heróis. Milhares de heróis. Milhares de pessoas determinadas a fazer a diferença. 

Pessoas como tu e como eu, saídas do nada, que utilizem toda a sua experiência de vida e todo o seu conhecimento para colocar à disposição dos outros.

Está na hora de cada um assumir as suas responsabilidades e de mobilizar todos os seus recursos para fazer a diferença. 

Há um ano que criei a Jornada do Herói. Um processo de formação e desenvolvimento pessoal capaz de ajudar as pessoas a vencerem os seus medos e as suas dependências emocionais, aprenderem ferramentas avançadas de coaching e desenvolvimento pessoal e depois aprenderem a criar um negócio por conta própria onde possam entregar como proposta de valor o conhecimento e a experiêcnia de vida a cumulados ao longo de muitas dificuldades.

Se chegaste até aqui na leitura deste texto, tu sabes que a crise que vem a caminho é a maior das nossas vidas. E como em tudo, há pessoas que se afogam nas crises e há outras que aproveitam as oportunidades.

Francamente, eu vejo nesta crise uma oportunidade de ouro para termos uma vida independente, feliz, realizada, com sentido e com propósito.

Está na hora de salvar a humanidade.

Queres ser herói, vítima ou vilão?

Nas últimas semanas aprendemos que virar a cara para o lado aprendemos que as velhas táticas de assobiar para o lado, apontar o dedo a outros, fingir que não se passa nada ou que não é nada connosco, não é solução.

Cada um terá que dar um passo em frente a assumir a sua posição.

Isto só se resolve com cooperação é imprescindível que cada um assuma a sua responsabilidade individual.

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