emanuel como comeceiEm tempos foi-me diagnosticada uma depressão e não estava fácil encontrar uma cura. Ao fim de alguns anos de tratamentos, um psiquiatra disse-me que eu não tinha depressão nenhuma, apenas tinha que aprender a viver com a minha própria personalidade.

Estas palavras foram o grande mote para um processo de busca por mim mesmo. Queria conhecer-me melhor. Queria transformar-me numa pessoa melhor. Esta busca por auto-conhecimento e por desenvolvimento pessoal levou-me à inscrição no curso de ciências sociais na Universidade Aberta. Mas não encontrei respostas práticas. Aprendi muitas coisa úteis, mas não encontrei resposta às minhas grandes perguntas: Quem sou eu? O que faço aqui? Como posso ser melhor? E como posso deixar este mundo melhor do que encontrei?

Comecei então a procurar ferramentas mais práticas que me pudessem ajudar a construir uma perspetiva mais abrangente das minhas questões. 

Estive um ano a viver sozinho num hotel em Évora. que é uma cidade muito bonita, mas não oferece muitas possibilidades de diversão. Esse período de imensa solidão descobri num texto do Osho, a solitude, que é basicamente aprender a fazermos companhia a nós próprios. E comecei a meditar. Com videos do YouTube, inspirados nas filosofias do Osho e da Loiuse Hay. Comecei a comprar livros, muitos livros. Quando voltei ao Porto inscrevi-me em tudo o que era formação de desenvolvimento pessoal que encontrei. Fiz vários cursos de meditação, presenciais e online, comecei a participar em retiros de várias correntes filosóficas. Nessa altura comecei a pensar na experiência de ir viver para uma aldeia auto-sustentável para conseguir ter uma vida mais tranquila. Comentei com uma mentora e amiga esta minha ideia e ela perguntou-me como poderia promover alguma mudança neste mundo, se me retirasse dele. Será que fugir do mundo me resolveria problemas que afinal estão só em mim?

A pergunta caiu fundo. De facto, não podia. Para poder transformar o mundo, teria que me transformar a mim mesmo. A mudança é uma porta que só se abre por dentro.

E compreendi que teria e que podia ser muito prático, mas que não havia nada mais prático do que boas teorias. Fiz um plano de desenvolvimento pessoal. Fiz formação em filosofias clássicas, budismo, vários cursos na área da psicologia e psicologia social, programação neuro linguística e certifiquei-me em coaching.

caminhando2

O meu caminho abriu-se. E este processo foi tão significativo para mim, que achei que teria que o partilhar com outras pessoas. Por outro lado, como senti que era preciso um esforço financeiro elevado para avançar com este processo, percebi a necessidade de criar uma forma de disponibilizar estas ferramentas de forma mais acessível.

Há 3 anos, quando soube que esperava um filho, senti que tinha que avançar. Embora tivesse um emprego estável, de que eu gostava e no qual me sentia reconhecido e valorizado, tinha que partilhar o meu processo com outras pessoas. Registei o domínio metta.pt e comecei a dinamizar actividades, nomeadamente tertúlias, formações em coaching e meditação. Há umas semanas sai da empresa onde trabalhava e resolvi dedicar-me a 100% a este projecto.

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